Campo Grande completa, nesta quarta-feira (26), 121 anos de desenvolvimento, aliado ao seu jeito de cidade tranquila, com cara de interior. Avanço puxado pela terra fértil para a agropecuária, que atraiu seu fundador, José Antônio Alves de Pereira e sua família em 21 de junho de 1872, e se estabeleceu na confluência dos córregos, hoje denominados Prosa e Segredo.

Já no então “Campo Grande da Vacaria”, José Antônio Pereira esperou um ano para regressar à cidade de onde viera, Monte Alegre de Minas – Minas Gerais, deixando seu rancho e sua lavoura entregues a João Nepomuceno, seu “sócio”. Dois anos se passaram e, em 1875, José Antônio voltava com sua mulher, os oito filhos, e um total de 62 pessoas. Chegando, José encontra os irmãos Joaquim Vieira de Souza e Cândido Vieira de Souza e alguns empregados.

A primeira geração de campo-grandenses se originou com a união dessas famílias. A primeira igrejinha foi feita no final de 1877, rústica de pau-a-pique com telhas de barro, foi construída como uma promessa feita durante a viagem de retorno. As primeiras casas foram construídas na rua Velha, que hoje se chama 26 de Agosto.

A notícias de uma nova “terra fértil”, atraiu, a partir de 1879, novas caravanas de mineiros que foram marcando suas posses sob o comando de José Antônio Pereira, assim, estabeleceram as primeiras fazendas do Arraial de Santo Antônio do Campo Grande. O clima e a situação geográfica fizeram a região crescer e atrair habitantes de outros estados. Depois de muita insistência, o governo do então Estado de Mato Grosso promulgou, em 26 de agosto de 1899, a emancipação da vila tornando-a município, com o nome de Santo Antônio do Campo Grande, que mais tarde passaria a se chamar apenas Campo Grande. Pouco mais de um ano depois, em 11 de janeiro de 1900, depois de assistir o pequeno vilarejo tornar-se município, morre José Antônio Pereira, em sua fazenda “Bom Jardim”.

Desde sua emancipação, a então Santo Antônio do Campo Grande não parou. O trabalho dos seus primeiros administradores e a chegada da estrada de ferro Noroeste do Brasil, em 1914, foi um marco decisivo para o desenvolvimento do município que, em 1918, pelo decreto nº. 772 foi elevado a categoria de cidade: Campo Grande, que logo depois, com o desmembramento do então Mato Grosso, se tornara a capital do Mato Grosso do Sul.

Campo Grande seguiu atraindo cidadãos de outros estados em busca de uma cidade tranquila e boa para trabalhar. A força de sua gente fez ela despontar como uma das 10 melhores cidade para se viver, conforme a Revista Bula, em 2019, a 7ª melhor capital do Brasil para se viver conforme o estudo Desafios da Gestão Municipal, divulgado pela consultoria Macroplan, em 2017, entre tantos outros títulos conquistados nos últimos anos que provam que o desenvolvimento da cidade têm dado certo.

Nos últimos doze meses, as conquistas também foram muitas, a se destacar pela principal via comercial da cidade, que “ganhou nova cara”, um shopping a céu aberto que abriga os cidadãos campo-grandenses e bem recebe aqueles que nos visitam. Uma rua moderna sem deixar de lado os traços dos prédios antigos, históricos. Os bairros também são assistidos com investimentos que chegam a todas as regiões. Apesar do “novo normal” estabelecido “goela a baixo” pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a força do campo-grandense e o sonho de dias melhores permanecem.

A mesma visão que teve José Antônio Pereira. A mesma garra que tiveram as primeiras famílias aqui habitadas, hoje são quase 1 milhão de pessoas, que fazem de Campo Grande o terceiro maior e mais desenvolvido centro urbano do Centro-Oeste do Brasil e o 22º município mais populoso do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018.