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Dia das Crianças: Nas ruas, lojistas e clientes dizem que vacina incentivou compras
Neste mês das crianças, alguns consumidores tímidos começam a aparecer nas lojas de brinquedos atrás de algo para agradar, filhos, sobrinhos e netos, e apesar de os números indicarem uma baixa na perspectiva de compra, alguns clientes e lojistas estão otimistas.
De acordo com um levantamento feito pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL CG) no período de 29 de setembro a 1º de outubro, com 400 consumidores das sete regiões, 56% não pretendem comprar, 32% afirmou que comprará o presente para a data e 12% não decidiram ainda.
Porém na região central o clima é bem receptivo, e segundo Pedro Magalhães, gerente da loja Giga na Afonso Pena, a expectativa é de aumento nas vendas para o Dia das Crianças. “Desde a última semana as vendas já começaram a melhorar muito,em torno de 15% em relação ao ano passado, acredito que até dia 12 pode ter um aumento em torno de 20%”, afirmou ao JD1 Notícias.
Pedro ainda deu um palpite sobre o que levou ao aumento da procura por presentes. “Esse ano está sendo melhor devido a vacinação estar adiantada, o que ajudou muito”, segundo ele para atrair o gosto infantil, a loja ainda preparou atrações com dinossauro, gigafante e pipoca que ficam até o dia 12.

Pelas prateleiras de brinquedos, Tânia Rodrigues procurava presentes para as sobrinhas. “Esse ano os preços não estão ruins. Ano passado eu nem dei presente, esse ano consegui me organizar melhor”, disse que escolheu dar brinquedos ao invés de roupas.
A preferência da clientela anda na contramão da pesquisa feita pela CDL, onde dos 32% dos entrevistados que garantiram ir as ruas, 40% presenteariam com roupas e calçados e 34% com brinquedos.
Movimento também foi ressaltado por Valmir Caetano da Silva, vendedor de roupas no Camelódromo e que trabalha há 20 anos no setor. “O segmento está parado, bem pacato, roupa é um segmento que ultimamente não esta tendo em data nenhuma, não tem nada que consiga levantar a venda desse produto. Há uns 4/5 anos a procura caiu demais”, declarou.

Já a vendedora do box brinquedos infantis, Juliana Lima Barbosa, disse ao JD1 que as vendas aumentaram muito, e que já tem estoque preparado. “Esse ano a gente não esta tendo tempo nem de almoçar de tão corrido, acredito que melhorou depois da vacina”, observou. “Quando o pessoal ainda não tinha tomado a vacina da Covid, estava bem parado, e quando começaram a se vacinar perderam o medo e o movimento aumentou mais”.

Segundo Juliana, para o Dia das Crianças os preparativos começaram cedo. “Temos produtos no estoque do Camelódromo e na casa da minha patroa, como está corrido, não temos tempo de viajar agora, então tem um estoque grande”, disse. Juliana ainda apontou quais são os campeõs de venda. “O pessoal está pedindo muito o pop it, stress ball, polvo do humor e dinossauro”.
A enfermeira Mayuri Damascena de 25 anos também escolheu brinquedos para a enteada. "Agora com esse pop it está uma febre, na escola me disseram que eles competem pra ver que tem mais deles e com formatos diferentes", contou descontraída. "Vim no centro porque com a vacinação tenho mais segurança de andar em locais com muita gente, mas mesmo assim ando com meu álcool em gel na bolsa", mostrou.
Perspectiva de vendas
Ao JD1 Notícias, o presidente da CDL, Adelaido Vila aponta que o varejo perdeu volume de vendas nos Dia das Crianças onde apenas 32% de 400 consumidores pretendem comprar. “Nós estamos percebendo nesse momento que a gente vive a ressaca da Covid-19, que é o resultado de pessoas desempregadas, com dificuldades de pagar as contas, agregado ao encarecimento de energia elétrica e combustível, e isso tem impactado nas vendas”, afirmou.
De acordo com Adelaido, os últimos dois meses foram difíceis para o varejo, mas a expectativa é boa devido a aproximação das comemorações de final de ano. “O consumidor já começa a se preparar para fazer suas compras, agora nesse período de dia das crianças, ainda temos expectativa de conseguir vender principalmente brinquedo e roupas, levando em consideração que as crianças voltaram às escolas e carecem de roupas e calçados”, esclareceu. “Em relação ao ano passado, nós tivemos uma redução de 12% dentro de perspectiva e expectativa de compra, número relacionado com o saldo negativo deixado pela pandemia”, finalizou o presidente.