Cidade
Cemitério Santo Amaro: O porquê das deficiências
Local foi alvo de reclamação e administração explicou funcionamento de limpeza e manutenção
Após reclamações sobre o estado de conservação do cemitério Santo Amaro, o maior do poder público de Campo Grande, o JD1 apurou pessoalmente as condições do local e como é feita a limpeza.
No dia dos finados, chegou a redação imagens que mostravam entulhos e lixo nas áreas comuns do cemitério. Fundado em 1961, tem 30 hectares, cerca de 43 mil sepulturas e média de 65 sepultamentos por mês. No local uma das justificativas foi que o quadro de funcionários, 6 no total, é pouco para cumprir toda a limpeza de uma vez.
Conforme informações, por 2020 ter sido um ano atípico onde morreu muitas pessoas, esse ano o número de visitas tornou-se maior, e a quantidade de lixo deixado também.
A Secretaria Municipal De Infraestrutura E Serviços Públicos (Sisep), faz manutenção geral do local uma vez por mês, na área comum, canteiro central e pátio. “Mas as vezes, como quando tem muita chuva, a grama e mato aumentam, então eles veem mais vezes quando tem demanda. Não há quadro de funcionários suficientes para disponibilizar o tempo todo, quando tem sepultamento a prioridade é o sepultamento, ai quando não tem a gente limpa todos os dias gradativamente”.
O servidor ressalta que apesar disso, dos túmulos quem cuida é a família, e que se algo acontece eles não podem interferir. “Tem famílias muito antigas que plantaram árvore e grama, mas nunca vieram, ai a gente não pode retirar uma árvore que as vezes está quebrando um túmulo, porque é da família”, esclareceu.
Após o JD1 entrar em contato com a Sisep, o órgão informou que irá encaminhar a demanda para o setor responsável e incluir na programação de serviço, a limpeza do local onde houve reclamação.