O projeto do terminal de transbordo do transporte coletivo com embarque e desembarque em um trecho da Rui Barbosa planejado através do Reviva Centro, vem causando atrito entre comerciantes e a Prefeitura de Campo Grande.

“Moradores, lojistas e trabalhadores querem a estação de ônibus entre a Afonso Pena e Barão”, mostra uma faixa, situada uma quadra antes, entre a 7 de Setembro e a 15 de Novembro

Dono de um estacionamento nesse trecho entre a 15 de Novembro e a 7 de Setembro, Gilberto Álvaro Moura, diz que o primeiro projeto deixava a estação entre a Afonso Pena e a Barão, mas não houve uma pesquisa para a mudança atual. “Porque tem a Escola Joaquim Murtinho com mais de mil alunos, que tem que vim pegar ônibus aqui, atravessar todas essas ruas".

Ainda de acordo com Gilberto, o projeto da prefeitura que instalou os pontos naquela área de a Sete e a Quinze não levantou os impactos que causaria. “Tanto que aqui tem residência, onde só moram pessoas idosas praticamente. Aqui não comporta um terminal de ônibus no meio da  Rui Barbosa que o fluxo de carro é muito grande, vai ter congestionamento, além dos problemas que temos com carretas”, ele apontou que outro problema seria a diminuição da rua, já que a calçada foi aumentada no projeto do Reviva Centro.

Gerente do Paulistão, Glauce Mônica, na mesma quadra, também reclamou da situação. “Nós fizemos uma reunião na prefeitura e eles fizeram pouco caso. Queremos que seja feita igual no primeiro projeto, mas agora eles disseram que não pode, nós perdemos na votação, mas a gente nem estava sabendo”, disse a lojista.

Valentim Célio Zanatta, representante dos comerciantes e moradores na solicitação, disse ao JD1 que o melhor ponto seria entre a Afonso Pena e Barão do Rio Branco, pois a quadra tem 20 metros a mais do que no trecho entre a 7 de Setembro e a 15 de Novembro.

“Então no horário de pico, das 5h às 8h da manhã passam 354 ônibus, quase 1 por minuto, naquela quadra não haveria problema se causasse um enfileiramento. O ônibus passaria a andar a esquerda na 15, compartilhando a pista com os carros, já na Barão, os ônibus viram a direita, e tem melhor fluxo”.

Zanatta disse que estava na votação na reunião que foi feita em fevereiro, porém o chamamento teria sido para discutir a colocação do terminal de transbordo. “Não tinha 80 pessoas, nós levamos 37 pessoas daquela quadra e não cabia naquela sala. Fomos chamados para discutir o assunto, ai alguém
chegou lá e falou - Quem quer aqui, quem quer acolá levanta a mão - mas não teve nenhuma discussão se isso seria bom para cidade ou não”, comentou.

CDL apoia escolha 

O presidente da Câmara de Dirigente Lojistas (DCL), Adelaido Vila, diz que foram feitas três reuniões com a Prefeitura, desde o ano passado. “Primeiramente  não teríamos um ponto de ônibus naquela região, é importante ressaltar que aquela região sobrevive de todo aquele que desce ou embarca no transporte coletivo. Essa região comercial acontece dessa forma, aquele público de varejista sobrevive desse usuário, diante disso, levamos a situação até a prefeitura, para que fosse vista uma maneira de garantir a sobrevivência desses empresários com a reforma”, assim foi feita uma reunião  em fevereiro onde foi convocado moradores, comerciantes, e usuários do transporte público e foi votado e vencido a decisão de colocar o terminal de transbordo entre a 7 de Setembro e  a 15 de Novembro na Rui Barbosa.

"Eu defendo o interesse daqueles que foram vencedores nessa discussão. Historicamente a Rui Barbosa sempre foi uma rua onde as pessoas embarcam e desembarcam, não é nada novo, não está se desviando a rotas, só está se colocando um ponto de ônibus. Nós fizemos ultima reunião em fevereiro e  reunimos mais de 80 pessoas que participaram e escolheram a colocação daquele terminal".

Prefeitura

Ao ser questionada sobre a situação com os moradores, a Prefeitura de Campo Grande respondeu, por meio da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), que "Não há nada definido".