Cidade
Problemas da saúde bucal oferecida na Capital é tema de debate na Câmara
Audiência pública foi realizada nesta quarta-feira
Um problema antigo e recorrente na saúde em Campo Grande foi tema de uma audiência pública realizada na última quarta-feira (31) na Câmara Municipal de Campo Grande. Com a saúde bucal em pauta, capacidade no atendimento ainda continua sendo muito menor que a demanda, sendo assim, soluções para o serviço foram debatidos pela Mesa Diretora
“Políticas públicas eficientes, em parceria com o Executivo, para podermos suprir a demanda da comunidade. Nosso objetivo é trazer solução para os problemas”, disse o Professor André Luis parlamentar responsável pelo debate.
Segundo a coordenadora da Rede de Atenção Odontológica da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Bruna Peró, apesar da pandemia, Campo Grande é a cidade brasileira com população superior a 900 mil habitantes com maior cobertura populacional.
Conforme dados apresentados pela coordenadora, apesar da covid-19, Campo Grande aumentou sua cobertura de saúde bucal: em dezembro de 2016, era 37% da população, índice que aumentou para 57% em dezembro de 2021.
“Hoje, são 34 unidades de atenção primária que ofertam atendimento em horário estendido. Além do horário convencional em todas as 73”, completou Peró.
Segundo o vereador Dr. Victor Rocha, a preocupação dos vereadores é oferecer um atendimento rápido e de qualidade à população.
“Nossa preocupação é oferecer acesso a uma saúde pública de qualidade com resultado, e não poderia ser diferente com a saúde bucal. Uma boca saudável se reflete na saúde de todo o organismo”, ressaltou.
Rede e falta de profissionais
Hoje, na atenção primária, a Sesau conta com 143 equipes de saúde bucal, distribuídas em 62 unidades de saúde da família. Há ainda 11 unidades básicas tradicionais, três policlínicas odontológicas, duas unidades móveis e uma unidade móvel de prevenção.
Na atenção especializada, a Sesau oferta cinco centros de especialidades odontológicas e um laboratório de prótese dentária. E, na urgência e emergência, são seis unidades de pronto atendimento e quatro centros regionais de saúde.
Apesar disso, o presidente do Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul, David Chadid Warpechowski, frisou a necessidade de contratação de mais profissionais.
“Chegamos a ter 340, e agora 280. E alguns por ações judiciais. Há sim uma expansão, mas temos prejuízos em outros setores, como a redução do número de profissionais”, analisou.
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