Após denúncias de supostos supersalários na prefeitura de Campo Grande, a prefeita Adriane Lopes se pronunciou nesta quarta-feira (25), em um evento de entrega dos Prêmios do 2° Sorteio do Concurso IPTU Dá Prêmios e do 3° Sorteio do Concurso IPTU Dá Prêmios, quando questionada pela imprensa. 

A prefeita esclareceu que o que foi mencionado não corresponde a supersalários, explicando que quando um servidor que ocupava um cargo em uma secretaria, como adjunto, deixa essa posição e é nomeado para outro cargo, ocorre o encerramento de um ciclo. 

Nesse momento, o servidor recebe todos os benefícios do acerto, incluindo férias e décimo terceiro, de acordo com a lei. A transição para um novo cargo é vista como o início de uma nova etapa.

"Bom, aquilo não é supersalários. Um servidor que estava numa secretaria como adjunto, quando ele sai daquela secretaria, ele é nomeado em outro cargo, por exemplo, o cargo é AGP para secretários. Quando você sai de uma situação, de uma secretaria, existe o quê? Ele encerra um ciclo e foi o que aconteceu, encerrou um ciclo em uma secretaria, recebeu o acerto, férias, décimo terceiro, todos os benefícios do acerto, os benefícios do servidor e quando ela parte para um outro cargo, existe o início de uma outra etapa", finalizou a chefe do paço municipal.

O caso veio à tona quando um jornal denunciou que uma servidora de alto escalão da prefeitura de Campo Grande estaria recebendo um salário de R$ 88 mil, sem, no entanto, fornecer detalhes sobre a identidade da pessoa em questão. 

Câmara pede esclarecimentos

A reportagem procurou o presidente da Câmara Municipal, vereador Carlos Augusto Borges (PSB), em busca de comentários sobre o assunto. Ele afirmou que a Câmara enviou um ofício solicitando informações sobre a veracidade das alegações de supersalários. Segundo o vereador, a resposta obtida das autoridades municipais foi de que se tratava de um acerto referente ao ano anterior, envolvendo o pagamento de férias acumuladas e décimo terceiro.

O presidente da Câmara disse que ter um prazo de 30 dias para obter uma resposta sobre o assunto, acrescentando que, caso não haja resposta, ele tentará fazer um requerimento para obter as informações necessárias. 

 TCE-MS 

O JD1 Notícias também procurou o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) para obter informações sobre as contas da prefeitura e uma possível análise detalhada das mesmas.

O órgão respondeu que o conselheiro Marcio Monteiro apresentou uma proposta para uma averiguação prévia nas contas da capital.

A solicitação visa aprofundar a fiscalização dos registros contábeis feitos pelo município, especialmente no que se refere à despesa com pessoal, para avaliar as ações tomadas pela prefeitura para cumprir os parâmetros estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A proposta foi aprovada, e o TCE-MS realizará uma análise das contas municipais.