A proposta de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Campo Grande já reúne oito assinaturas, conforme anunciado pelo presidente da Casa, vereador Papy, a última seria adicionada nesta quinta-feira (15). Para que o procedimento avance são necessárias 10 assinaturas.

O presidente destacou a importância de a Câmara manter o equilíbrio entre a fiscalização do Executivo e disse que a expectativa é de que, até o fim do ano, seja apresentado um pacote de medidas resultantes dos trabalhos das CPIs.

“A gente prepara uma série de medidas para aumentar a arrecadação. São votações impopulares que o Parlamento vai ter que se debruçar e entender aquilo que é importante para a cidade. Hoje, tive a luz de mais um vereador que vai assinar, veio falar comigo. E, da minha posição, sempre deixo aberta a opção do parlamentar de assinar ou não uma CPI”, concluiu.

Além de Luiza Ribeiro (PT), autora da proposta, assinaram o requerimento os vereadores Jean Ferreira e Landmark, também do PT, Marquinhos Trad, Maicon Nogueira, André Salineiro, Dr. Francisco e Flávio Cabo Almi.

Os buracos nas ruas de Campo Grande são alvos de investigações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que já ajuizou 12 ações de improbidade administrativa relacionadas aos serviços de tapa-buracos. A Operação Buraco Sem Fim apura suspeitas de fraudes em contratos, medições irregulares e pagamentos por serviços não executados.

Além disso, a previsão orçamentária para modernização e requalificação das vias caiu quase 70%, passando de R$ 132 milhões em 2025 para R$ 40 milhões em 2026. No primeiro semestre deste ano, quase 9 mil das 24.673 indicações dos vereadores cobravam serviços de tapa-buracos.