Promotores do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) pediram autorização judicial para avançar nas investigações da Operação Antidotum, que apura um esquema de desvio de dinheiro no Hospital Santa Casa de Campo Grande.

Segundo os investigadores, a operação revelou a existência de um “esquema criminoso” estruturado e duradouro, com autorização de pagamentos por serviços contratados que não teriam sido prestados, causando desvio de recursos públicos por meio de atos de corrupção.

No pedido encaminhado à 5ª Vara Criminal, os promotores solicitam a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Jary Carvalho de Castro e Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa, com o objetivo de identificar pagamentos e rastrear a movimentação de recursos.

Segundo a peça apresentada pelos promotores, o afastamento do sigilo bancário permitirá reconstruir os fluxos financeiros e identificar transferências, saques, depósitos, pagamentos, repasses e aplicações realizados pelos investigados.

Já a quebra do sigilo fiscal permitirá confrontar a movimentação financeira com os rendimentos declarados, a evolução patrimonial, a distribuição de lucros, as operações imobiliárias, a emissão de notas fiscais e outros dados fiscais considerados relevantes para a investigação.

Com essas informações, os promotores pretendem identificar a circulação dos valores, eventuais ingressos incompatíveis com a renda declarada e movimentações financeiras contemporâneas aos pagamentos realizados à Redvalue.

A Redvalue, responsável por serviços de diagnóstico, higienização, preparação, digitalização, indexação e armazenamento de prontuários médicos e documentos administrativos da Santa Casa, também foi alvo da Operação Antidotum, deflagrada em 11 de setembro de 2026.

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