Grupo de associados da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), nele inclusos ex-presidentes da Santa Casa, está se organizando com o objetivo de reassumir a direção do hospital e por fim à intervenção judicial que colocou a gestão sob a responsabilidade do médico Luiz Alberto Kanamura. O grau de dificuldade da movimentação promete ser significativo, já que o afastamento dos gestores se trata de mais uma tentativa de se resgatar a saúde financeira do maior hospital do Estado, moribundo em função do subfinanciamento pelo poder público e também pela má-gestão.

• Indignação e responsabilidade

Para que a iniciativa ganhe corpo, estão sendo convidados associados da ABCG para encontro ainda no início desta semana para a definição de estratégias de ação. O problema é que integram a força-tarefa alguns ex-gestores que apesar de indignados com a intervenção do Poder Judiciário, carregam no currículo grande responsabilidade pela delicada situação administrativa e financeira da Santa Casa, que beira à insolvência.

• Inversão do ônus da prova

Cômica, se não fosse trágica, a decisão do juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, que deferiu a inversão do ônus da prova na ação popular movida contra o Consórcio Guaicurus. Cabe agora às empresas a obrigação de apresentar provas contrárias às alegações de que não estão cumprindo os termos do contrato de concessão.

• Sem investimentos

O Consórcio recebeu prazo de 15 dias para apresentar documentos que comprovem a qualidade da frota de ônibus, a transparência das contas, a ausência de ocultação de receitas e a regularidade na prestação do serviço. Caso contrário, o magistrado poderá estabelecer a caducidade do contrato e o cancelamento definitivo da concessão.

• Apelo aos céus

Se o Consórcio Guaicurus invocar a existência da ação judicial na qual comprova que a prefeitura ao longo dos anos descumpriu de forma reiterada a cláusula que estabelece a revisão e atualização tarifária, a situação se esclarece: com remuneração insuficiente, não há como promover os investimentos previstos no contrato de concessão, que fatalmente será descumprido, já que dinheiro não cai do céu. Simples assim.

• Briga pelo voto

Manifestação de apoio à candidatura do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) em frente à Unigran, em Dourados, acabou em pancadaria na quinta-feira (22). O movimento foi organizado por lideranças políticas e estudantes dos cursos ligados ao agronegócio e outros apoiadores e seguiu em paz até perto do final, quando pelo menos três homens foram filmados chutando e dando socos em outro, que estava caído na calçada. A confusão foi contornada, mas resultou no registro de Boletim de Ocorrência na delegacia. Parece que alguns bolsonaristas levaram ao pé da letra a afirmação de que, com a polarização extremada, o momento é de “briga pelo voto”.