Cultura
Com boa estreia, 'Império' promete ser um típico novelão
Aguinaldo Silva prometeu um novelão ao estilo dos grandes folhetins do passado. Se vai cumprir ou não, é cedo para afirmar. Entretanto, a julgar pela estreia de “Império” (nessa segunda, 21/07), já dá para ter uma ideia do que vem por aí. Um primeiro capítulo que pôs “Em Família”, sua antecessora, no chinelo, por tantos acontecimentos e reviravoltas, amores à primeira vista e armações de vilões – dignos do bom e velho folhetim.
Aguinaldo é experiente e não parece o tipo do autor acomodado. Conhece os meandros que mexem com o imaginário popular. Mesmo que, para isso, tenha que recorrer a velhas fórmulas rocambolescas, que muitos apregoam ultrapassadas. O que pode ser encarado não como risco, mas um caminho conhecido, mais seguro.
A seu favor, o autor tem a direção sempre motivadora de Rogério Gomes, tanto pelas tomadas quanto pelos atores (direção geral de Pedro Vasconcellos e André Felipe Binder em núcleo de Rogério Gomes). Elenco afiado, com grande destaque para Marjorie Estiano, a vilã Cora da história, que já mostrou do que é capaz para defender os seus interesses. Vanessa Giácomo e Chay Suede seguraram bem as cenas em que Estiano comandou a ação dramática.
Trilha sonora pop com várias músicas requentadas de outras novelas. Seria uma homenagem de “Império” ao gênero? Fotografia como sempre se vê em novelas de Rogério Gomes. Aguinaldo com um novo diretor. É sempre um olhar diferente ao universo do novelista. Revezamento de diretores poderia ser uma prática mais constante.
Também percebe-se um cuidado maior com o realismo nos cenários. Como há muito tempo não se via em novelas, a casa do núcleo pobre realmente lembra uma “casa pobre”. A abertura tem uma música bonita (“Lucy in the sky with diamonds”), mas parece destoar das imagens exibidas.
Uma boa estreia, que repercutiu positivamente – pelo menos pelo que se pode acompanhar no Twitter. “Império” tem um nome pomposo. Como que para deixar claro a que veio, teve até Regina Duarte de peruca fechando o capítulo! Que faça jus à proposta do autor, em fazer o público voltar a vibrar com uma boa história.
Aguinaldo é experiente e não parece o tipo do autor acomodado. Conhece os meandros que mexem com o imaginário popular. Mesmo que, para isso, tenha que recorrer a velhas fórmulas rocambolescas, que muitos apregoam ultrapassadas. O que pode ser encarado não como risco, mas um caminho conhecido, mais seguro.
A seu favor, o autor tem a direção sempre motivadora de Rogério Gomes, tanto pelas tomadas quanto pelos atores (direção geral de Pedro Vasconcellos e André Felipe Binder em núcleo de Rogério Gomes). Elenco afiado, com grande destaque para Marjorie Estiano, a vilã Cora da história, que já mostrou do que é capaz para defender os seus interesses. Vanessa Giácomo e Chay Suede seguraram bem as cenas em que Estiano comandou a ação dramática.
Trilha sonora pop com várias músicas requentadas de outras novelas. Seria uma homenagem de “Império” ao gênero? Fotografia como sempre se vê em novelas de Rogério Gomes. Aguinaldo com um novo diretor. É sempre um olhar diferente ao universo do novelista. Revezamento de diretores poderia ser uma prática mais constante.
Também percebe-se um cuidado maior com o realismo nos cenários. Como há muito tempo não se via em novelas, a casa do núcleo pobre realmente lembra uma “casa pobre”. A abertura tem uma música bonita (“Lucy in the sky with diamonds”), mas parece destoar das imagens exibidas.
Uma boa estreia, que repercutiu positivamente – pelo menos pelo que se pode acompanhar no Twitter. “Império” tem um nome pomposo. Como que para deixar claro a que veio, teve até Regina Duarte de peruca fechando o capítulo! Que faça jus à proposta do autor, em fazer o público voltar a vibrar com uma boa história.