Cultura
Beija-Flor é campeã com homenagem à Guiné Equatorial
Campeã do Carnaval Carnaval do Rio de 2015, a Beija-Flor apresentou na Sapucaí uma homenagem à Guiné Equatorial, mas foi criticada por ter recebido um patrocínio milionário do presidente Teodoro Obiang, que comanda o país africano há 35 anos. Ele teria investido 10 milhões de reais no enredo “Um griô conta a história: um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade”.
A vitória da Beija-Flor gerou polêmica, pois enaltece o país africano que há décadas é comandado por Obiang, oitavo governante mais rico do mundo e considerado um dos mais corruptos do mundo. A escola admitiu ter recebido financiamento da Guiné Equatorial, mas não confirmou o valor revelado pela reportagem do jornal O Globo.
Não foi a primeira vez que um enredo da Beija-Flor causou polêmica. A agremiação campeã já teve em sua história algumas apresentações pouco memoráveis, como exaltações à ditadura brasileira na década de 1970.
O presidente da Beija-Flor, Farid Abraão, negou que o enredo exaltasse o regime ditatorial do país. "A gente pegou um enredo para falar de um país africano, um país que até então muita gente não conhecia. Nossa questão aqui é carnaval. O regime não nos compete".
Esse é o 13º título da agremiação, que obteve 269,9 pontos (o máximo possível são 270), e ficou quatro décimos à frente da segunda colocada, a Salgueiro. A Viradouro foi a escola rebaixada para o grupo de acesso, com 263,7 pontos.