Ao completar 15 anos de atuação, a Cia Dançurbana realiza o projeto ‘Manutenção Dançurbana’, que contempla três eixos de ações: manutenção e aperfeiçoamento do corpo técnico do grupo; resgate, releitura e apresentação de cinco espetáculos de seu repertório em escolas públicas (com oficinas de mediação cultural) e circulação do espetáculo ‘FLUZZ’ pela região centro-oeste. 

Nesta etapa os estudantes das escolas estaduais José Maria Hugo Rodrigues e Waldemir Barros da Silva recebem oficinas de mediação cultural e apresentações do espetáculo ‘Plagium?. O Projeto conta com  patrocínio  do Fundo de Investimentos Culturais-FIC, Secretaria de Estado de Cultura e Cidadania-SECC e do Governo do Estado de MS,  O Boticário na Dança, Eletrobras Furnas e Digix.

As apresentações do espetáculo ‘Plagium?’ são abertas ao público e acontecem no dia 21 de agosto, às 10 horas, na Escola Estadual Waldemir Barros da Silva, localizada na rua Palmácea, s/n, Bairro Moreninha I e no dia 25, às 17h e às 21 horas, na Escola Estadual José Maria Hugo Rodrigues, localizada na rua Hugo Pereira do Vale, 468, conjunto residencial Mata do Jacinto. A entrada é de graça.

O espetáculo ‘Plagium?’ foi criado e estreou em 2009. De lá pra cá circulou por 11 cidades do Norte e Nordeste do Brasil, pelo SESC Amazônia de Artes em 2012. Foi apresentado em 43 cidades do país, pelo projeto SESC Palco Giratório em 2014,  entre outras apresentações. 

Tem o propósito de questionar a autoria em dança e quais ferramentas usadas para que uma criação seja considerada autêntica – original ou cópia? Tudo que criamos é original? A partir dessas indagações este trabalho apropria-se de recortes de obras de companhias de dança reconhecidas para criar um espetáculo particular. Neste ano ‘Plagium?’ foi revisitado e ganhou um novo formato.

“Nesta releitura há referências do trabalho original de 2009 e novas inspirações de espetáculos de companhias e artistas, como: Ginga Cia de Dança (Cultura Bovina), Cena 11 (Cartas de amor ao inimigo), Quasar Cia de Dança (Coreografias para ouvir) e Ohad Naharin (O Decadence). São grupos e artistas que são ou foram em algum momento referência em nossa trajetória”, revela o diretor da Cia Dançurbana, Marcos Mattos.

Em ‘Plagium?’ apresentam-se Adailson Dagher, Ariane Nogueira, Irineu Ruach, Jackeline Mourão, Maura Menezes, Lívia Lopes, Ralfer Campagna, Reginaldo Borges, Rose Mendonça e Thiago Mendes.

Antes de assistirem ao espetáculo os alunos das duas escolas estarão participando de oficinas, que começaram em junho com a arte educadora Kelly Queiroz. O objetivo é sensibilizar os estudantes para as apresentações e aproximá-los do fazer artístico. Durante as oficinas Kelly discorre sobre a postura do espectador, fala de aspectos técnicos de ‘Plagium?’ e sobre temas relacionados ao trabalho, incentivando os estudantes a reflexão. 

“Depois, eles irão assistir ao espetáculo e poderão vivenciar tudo o que temos debatido. Finalizaremos a ação com um encontro final, no qual iremos conversar sobre as impressões que eles tiveram em todos os processos”, descreve Queiroz. 

De setembro a dezembro deste ano mais três trabalhos serão rememorados e apresentados nestas escolas (junto com a realização das oficinas): ‘Singulares’ (2012), ‘De Passagem’ (2015) e ‘FLUZZ’ (2016).

As apresentações do espetáculo ‘Plagium?’ são abertas ao público e acontecem no dia 21 de agosto, às 10 horas, na Escola Estadual Waldemir Barros da Silva, localizada na rua Palmácea, s/n, Bairro Moreninha I e no dia 25, às 17h e às 21 horas, na Escola Estadual José Maria Hugo Rodrigues, localizada na rua Hugo Pereira do Vale, 468, conjunto residencial Mata do Jacinto. A entrada é gratuita.