Cultura
Espetáculo gratuito leva conflitos familiares ao palco do Teatro Prosa
"Três Vírgula Quatro Graus na Escala Richter", da Cia Ofit, será apresentado nesta quinta e sexta-feira, às 19h, com ingressos gratuitos reservados pelo Sympla
Os conflitos, os segredos e os silêncios que atravessam uma família são o fio condutor de "Três Vírgula Quatro Graus na Escala Richter", espetáculo da Cia Ofit que será apresentado gratuitamente nesta quinta-feira (6) e sexta-feira (7), às 19h, no Teatro Prosa, no Sesc Horto, em Campo Grande. Os ingressos podem ser reservados pela plataforma Sympla. A classificação indicativa é de 12 anos.
A montagem foi viabilizada pelo projeto P.E.S.S.O.A.S., contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro (FomTeatro), da Fundação Municipal de Cultura (Fundac). Além da produção do espetáculo, a iniciativa promoveu oficinas de formação que capacitaram artistas e serviram como processo de seleção para parte do elenco.
Com texto de Éder Rodrigues e direção de Nill Amaral, a peça aborda as tensões que surgem dentro do ambiente familiar quando sentimentos, decisões e verdades permanecem escondidos. A proposta é provocar o público a refletir sobre as marcas deixadas pelo tempo e pelo que nunca foi dito.
Antes da estreia, a companhia realizou o workshop "A Expansão da Palavra em Cena", voltado à pesquisa e ao desenvolvimento do trabalho do ator. Segundo Nill Amaral, o processo também foi fundamental para definir parte do elenco.
Fernanda Almeida, que interpreta Lana, também integrou o elenco após participar das oficinas. Segundo ela, a experiência ampliou a compreensão sobre a importância da expressão corporal na construção das cenas.
"Aprendemos a comunicar muito para além da palavra. O corpo, o gesto e a presença também contam a história. Mesmo quando não falamos, precisamos continuar a acontecer diante do público", destaca.
Ao resumir a essência da obra, Nill Amaral afirma que os verdadeiros "tremores" da peça acontecem dentro das relações humanas. "Os tremores da trama são aqueles que acontecem quando deixamos de dizer o que precisa ser dito. As relações acomodam-se, as distâncias aumentam e, quando reparamos, o tempo já revelou aquilo que tentamos esconder. É uma peça sobre a estranheza do lar e sobre tudo o que fingimos que continua vivo", conclui.