Em entrevista, o engenheiro Marcelo Miglioli destacou os motivos que o fez deixar a Secretaria de Infraestrutura para ser pré-candidato ao Senado, os trabalhos que realizou enquanto secretário e falou das dificuldades de sua campanha.

JD1 Notícias – Por que a decisão de sair da Secretaria de Infraestrutura para ser pré-candidato a senador?

Marcelo Miglioli – Por dois motivos principais. O primeiro é que realizamos na Secretaria de Infraestrutura do Governo Reinaldo Azambuja um trabalho planejado, sério, competente e que, na pior crise do país, vai deixar como legado 500 obras que garantem moradia, saneamento, saúde, educação e novos caminhos para a população ir e vir e a produção fluir. Deixo a secretaria provando que é possível fazer obras de boa qualidade, gerenciar mais de R$ 4 bilhões em investimento e sair do cargo com as mãos limpas e a consciência tranquila de ter realizado o melhor e contribuído para elevar a qualidade de vida das pessoas. Aonde eu chegar, no Mato Grosso do Sul, tenho obras e serviços para mostrar. Essa é uma boa motivação nestes tempos em que se fala tão mal dos políticos. O segundo motivo é que o país vive um momento de criminalização da política, em que todos criticam e a maioria se omite. Precisamos oferecer às pessoas opções de escolha e, no futuro, não sermos acusados de omissão, porque se nós não nos apresentarmos para mudar o país onde nossos filhos vão viver no futuro, quem o fará? Claro que essa decisão passa pelo crivo do partido, do governador, das nossas lideranças, de muitos prefeitos e vereadores. Mas uma coisa eu digo à nossa gente: ofereço para análise um nome limpo, uma pessoa determinada, preparada e que gosta de trabalhar. Se é isso que está sendo procurado nestas eleições, estamos às ordens.

JD1 Notícias – O senhor poderia citar alguns resultados desses três anos de trabalho no governo?

Marcelo Miglioli – Tem vários; por exemplo, a entrega e contratação de 18.218 habitações em um período de muita restrição de financiamentos para a casa própria, sobretudo por meio do programa Minha Casa Minha Vida, que andou em passos muito lentos nos últimos três anos, por conta da crise nacional. A Agehab criou um programa chamado “Lote Urbanizado”, que une as forças do Estado, dos municípios e dos futuros moradores e consegue uma moradia de custo baixo e sem os financiamentos a perder de vista. Esse programa foi premiado nacionalmente. A Sanesul está investindo R$ 1 bilhão em água e esgotamento sanitário, o que significa mais saúde e vida saudável para as pessoas e maior preservação para o nosso meio ambiente. É o maior programa da história do Estado nessa área vital para o bem viver da população. Um programa que me deixou muito realizado foi reduzir em mais de 90% as obras inacabadas. Concluímos 208 de 215 obras paralisadas, com destaque para o Hospital do Trauma de Campo Grande, que após 21 anos está pronto para entrar em operação. Estamos construindo 100 pontes de concreto, todas com projeto executivo e garantia de travessias seguras por décadas.     

JD1 Notícias – Qual a sua maior dificuldade nessa pré-campanha?

Marcelo Miglioli – Creio que o nosso maior adversário é o tempo, porque fiquei três anos e três meses dentro da secretaria trabalhando e realizando visitas técnicas às obras em andamento, não sou conhecido da maioria das pessoas. O desafio agora é gastar a sola do sapato e ocupar os espaços que a mídia puder oferecer para levar o nome e a mensagem à população.

JD1 Notícias – E qual é a sua maior facilidade?

Marcelo Miglioli – Tenho uma coisa que nenhum outro pré-candidato ao Senado tem: aonde eu chegar, em qualquer município e na maioria dos distritos, tem obras do Governo Reinaldo Azambuja que nós, dentro da Secretaria de Infraestrutura, planejamos, edificamos, projetamos e ajudamos a executar. E mais do que isso: há um relacionamento de parceria, compromisso com o bem das cidades e de resultados reconhecido pela grande maioria dos prefeitos e vereadores. Isso significa portas abertas para levar a mensagem e dialogar com as lideranças e a população. As obras foram bem feitas, todas com projeto executivo, todas pagas, nenhuma ponte caiu, nenhum asfalto derreteu, então isso fortalece a credibilidade da nossa pré-candidatura. Só para mencionar um número, o dinheiro aplicado nas obras urbanas de pavimentação, recapeamento de vias, drenagem e combate à erosão, ultrapassa R$ 580 milhões. Nunca foi investido tanto nas cidades para ajudar os prefeitos como agora.

JD1 Notícias – Qual a sua proposta para convencer as pessoas a apoiar a sua pré-candidatura ao Senado?

Marcelo Miglioli – Para continuar crescendo e crescer mais rápido, Mato Grosso do Sul precisa de alguém em Brasília que conheça as necessidades, entenda de projetos e tenha disposição de brigar por mais recursos. Hoje, de tudo que é arrecadado, 54% fica na União. E, até que se mude essa realidade, uma das principais funções do senador será lutar pelas emendas, recursos orçamentários e extraorçamentários para o Estado. Como toquei as áreas de obras, saneamento, habitação e gás, conheço muito bem as necessidades e sei como sustentar a defesa de mais recursos para o Estado e os municípios. As solicitações ingressam pela via política, mas a aprovação dos projetos acontece nas esferas técnicas e de planejamento e nesse ponto estou em casa. Outro argumento importante para um engenheiro em Brasília é que um dos maiores problemas que entrava o progresso do país e a geração de empregos são os chamados gargalos logísticos que atrapalham o escoamento da produção, que é o motor da nossa economia. Nossos produtos ficam mais caros porque demoram a sair do país e saem por um alto custo. O deslocamento da produção em uma distância de 1.500 km custa 30 dólares por tonelada, em média, nos Estados Unidos e 90 dólares por toneladas no Brasil. Perdemos dinheiro, empregos e riquezas. Quero ajudar a resolver esses impasses participando dos debates nacionais nessa área, como vem acontecendo aqui no Estado com a luta pela Rota Bioceânica, construção da Ferroeste, ligando Dourados ao Porto de Paranaguá, duplicação da BR 163 e outros caminhos que geram desenvolvimento e melhores oportunidades para todos. Estou otimista, sei que posso ajudar a construir pontes de oportunidades e melhorar a infraestrutura do Estado e do país. Quero dar a minha contribuição para ajudar nosso país. Não serei omisso.