Apesar da goleada na estreia da Uefa Champions League, o Real Madrid não vive um bom momento, tanto dentro quanto fora de campo. A polêmica que circunda o clube foi agravada, nos últimos dias, por uma declaração do presidente Florentino Pérez em que diz que o clube tem uma dívida em caixa de cerca de 602 milhões de euros, o que equivale a R$ 1,8 bilhão.

Segundo reportagem publicada no diário As, a dívida aumentou 11,3% em relação à última temporada. A elevação do valor é decorrente do desequilíbrio financeiro enfrentado pela equipe, tendo em vista a série de contratações feitas para a atual temporada, muitas com valores salariais exorbitantes.

Apesar de os merengues terem negociado jogadores como o argentino Higuaín por R$ 111 milhões, o alemão Ozil por R$ 135 milhões e Dí Maria por R$ 225 milhões, o montante arrecadado com as vendas foi aplicado na compra de outros atletas, como o galês Bale, contratado por seis anos com valor de R$ 330 milhões, e o colombiano James Rodríguez, com o mesmo tempo de contrato de valor de R$ 240 milhões.

Dos R$ 1,8 bilhão que o Real deve, R$ 225 milhões equivalem a dívidas bancárias, cerca de um bilhão se refere às dívidas em curto prazo, além de R$ 725 milhões a serem pagos em longo prazo. Apesar da crescente dívida, o índice de aumento do preço dos ingressos tem diminuído: 5% atualmente, em comparação aos 12% da década passada.

Neste domingo pela manhã, a diretoria do Real Madrid deverá prestar esclarecimentos acerca de suas receitas na Assembleia Geral da capital espanhola. Uma escolta policial com 50 homens à paisana está sendo preparada, já que integrantes da Ultras Sur, uma das maiores torcidas organizadas da equipe, têm a intenção de comparecer à solenidade para pedir a demissão de Florentino Pérez.