Enquanto estava de férias em maio, todos os funcionários do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foram vacinados em Santa Rita do Pardo, MS. Exigindo também ter o direito de ser imunizado, o operador de Raio-X, Judson da Silva, 38, foi surpreendido ao ouvir a negativa e ainda ser mandado para comprar a dose, caso quisesse mesmo recebê-la. Além de ser informado que não tinha mais o material, foi ironizado: “previna-se usando máscara”, lhe disseram. Inconformado com o (des)caso com ele, registrou boletim de ocorrência na delegacia local.

Há oito dias Judson aguarda um posicionamento do Hospital favorável a ele e até agora nada. Tanto o prefeito local quanto a Secretaria da Saúde informaram não existir doses da vacina para Judson. Como o operador de Raio-X informa, já houve casos comprovados de H1N1 em Santa Rita do Pardo, e é da responsabilidade dele tirar radiografias dos suspeitos de terem a enfermidade. Assim, Judson avisa: “enquanto não for imunizado não retorno ao setor que trabalha para não colocar minha vida e de meus familiares em risco”.