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Comunidade aprova reforma de escola executada por presos
A Escola Estadual José Ferreira Barbosa, localizada no bairro Vila Bordon, passa por uma reforma completa. Em 45 dias a instituição, que foi inaugurada há meio século, estará de cara nova. Esta é a sexta reforma do projeto "Pintando e Revitalizando a Educação com Liberdade" que utiliza a mão de obra e o dinheiro de presos para transformar escolas públicas estaduais da capital.
Na comunidade, a expectativa é grande, principalmente quanto à quadra de esportes, já que as práticas esportivas no ocorriam no chão batido. O aluno Diogo Mariano Jorge, de 10 anos, está gostando do trabalho feito pelos presos. Assim como ele, Adenailson Cândido da Silva, de 11 anos, afirma que acompanha todos os dias o trabalho e aguarda ansioso a conclusão da quadra esportiva.
Vizinha da escola, Sandra Cristina Fonseca mora há muitos anos no bairro. Ela estudou na escola até concluir o ensino médio, os filhos também estudaram lá e hoje a neta é aluna da instituição. Para Fonseca, a notícia de que a escola seria reformada por presos foi muito positiva, pois ela já conheceu de perto o resultado de uma reforma executada por eles, no bairro Coophavila II e gostou do trabalho.
Com mais esta ação, a economia de Mato Grosso do Sul já ultrapassa 2 milhões de reais, considerando que uma obra desta proporção não sairia por menos de R$ 400.000,00 e com o programa custará apenas R$ 19.800,00, pagos aos 15 reeducandos que executarão os serviços.
O "Pintando e Revitalizando a Educação com Liberdade" é um projeto idealizado pelo juiz titular da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, Albino Coimbra Neto. Pelo programa os materiais de construção são comprados com um fundo arrecadado pelo desconto de 10% do salário de cada preso da capital que trabalha por convênios com o poder público e iniciativa privada, e a mão de obra utilizada é dos presos também.