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PF quer desfecho para "lama asfáltica" neste semestre
Investigação de fraudes em licitações foi deflagrada em 2015 e volume de mídias atrasa encerramento
Um dos maiores escândalos políticos de Mato Grosso do Sul, a “Lama Asfáltica” pode ter um desfecho agora em julho. É o que garantiu em entrevista ao JD1 Notícias, o superintende da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Ricardo Cubas. Ele afirmou que ainda neste primeiro semestre de 2017 deve ser concluído o inquérito principal da operação “Lama Asfáltica” e que eventuais crimes encontrados de atribuição da Justiça Estadual serão encaminhados para o Ministério Público Estadual.
O desenrolar da operação toda é mais complexo devido a quantidade de documentos físicos e também em aparelhos apreendidos. “Hoje, por exemplo, um celular é praticamente um computador. Isso demanda uma análise pericial que leva certo tempo”, justificou.
No entanto, o delegado quer encerrar logo o inquérito principal e, se necessário, abrir novas investigações para possíveis desdobramentos. “Não podemos ter uma investigação que nunca se encerre, mesmo porque lidamos com crimes que têm prazo prescricional e essas pessoas precisam responder em juízo para ter ou não uma condenação”, afirmou.
Cubas explicou que não é possível precisar uma data para conclusão das investigações porque ainda faltam os laudos periciais, justamente pelo grande volume de mídias.
A lama
A operação deflagrada em julho de 2015 já teve várias fases, prisões e mandados de seguranças cumpridos. Entre os presos a operação teve nomes como do ex-deputado federal Edson Girotto e dos empresários João Amorim e João Baird. Além de ex-secretários, empresários e outros políticos.
De acordo com a denúncia do MPF (Ministério Público Federal) uma investigação da Polícia Federal na época mostrou que uma organização criminosa teria funcionado entre 2007 e 2014, no poder executivo do estado. A atuação estaria concentrada na secretaria estadual de Obras Públicas e de Transportes e na Agesul, com o grupo cometendo desvio de recursos públicos provenientes do estado, da União e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Os desvios se davam por meio de fraudes em licitações e na execução de obras públicas, principalmente viárias.