O secretário de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa, conhecido como Barbosinha, afirmou que o Governo do Estado não renovou o convênio de compartilhamento de inteligência com a Polícia Federal porque está preparando um programa ainda maior.

"Não fazia sentido renovar esse convênio quando estamos estudando outras ferramentas de compartilhamento de inteligência que envolverão mais órgãos de segurança", disse.

Barbosinha explicou ainda que Mato Grosso do sul irá sediar um núcleo de inteligênia. "Em reunião com o Governo Federal no ano passado, ficou definido que o país teria cinco escritórios, que seriam núcleos pensantes. Esses núcleos seriam compostos por 36 policiais: dez policiais civis, dez policiais militares, dez policiais federais e seis policiais rodoviários federais custeados pela União, traçando política e pensando fronteira", detalhou.

Ainda conforme o secretário, não há uma data estipulada ainda para que esse núcleo entre em funcionamento. "Estamos vendo o local para isso. Além disso, como é uma ação que depende também do Governo Federal, não conseguimos precisar quando os trabalhos devem começar, mas acredito que ainda este ano", concluiu.

Entenda o caso

Há cerca de um ano foi encerrado o convênio entre a Polícia Federal e as polícias Civil e Militar de Mato Grosso do Sul. A parceria consistia numa espécie de força tarefa, em que as informações da inteligência das instituições de segurança pública eram compartilhadas.

Segundo o superintendente da PF, Ricardo Cubas, o convênio não foi renovado pelo atual governo. “Foi até encaminhada uma minuta para o Governo do Estado, porque é interesse da PF a renovação desse convênio. Esse esquema de trabalho em força-tarefa dá muito resultado”, disse.

Postura equivocada

A reação do secretário de Justiça e Segurança Pública José Carlos Barbosa, o "Barbosinha", justificando as razões da não renovação da  parceria da segurança estadual com a Polícia Federal é no mínimo estranha e tem dimensões até para suscitar outras teorias.

Isso por que a justificativa de que o "governo prepara coisa melhor", chega a ser engraçada, pra sermos econômicos. Primeiro porque o convenio da PF com MS, expirou dois anos atrás e até agora , absolutamente nada  aconteceu.

Segundo por que uma coisa não eliminaria  outra, e mesmo que o estado de MS e a nossa cúpula de segurança, tenha capacidade e recursos, e montar algo superior ao que a Policia Federal pode oferecer, nada impediria que a atuação conjunta entre  as duas corporações, reforçasse  a inteligência de nossas ações, até que a nova estrutura que esta sendo "implantada" desse o ar da graça.

Há muito se fala que o comando de nossa segurança não é dos mais preparados para a função e esta lá, apenas por razões políticas.

Esse raciocínio infelizmente tem que ser levado a sério e visto como uma das hipóteses para alguns dos fatos que têm acontecido no Estado.