O ex-deputado federal, Edson Giroto teve R$ 5,7 milhões em bens bloqueado pela justiça após a denúncia de improbidade administrativa ser aceita pelo David de Oliveira Gomes Filho, de Campo Grande. Além de Giroto o o empresário João Amorim e mais treze pessoas também tiveram seus bens indisponibilizados pela justiça.

De acordo com informações, investigação do MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) apurou que houve fraude no contrato entre a Agência Estadual de Gestão de Empreendimento de Mato Grosso do Sul (Agesul) e a Proteco Construções na obra da MS-338. 

Houve um direcionamento da licitação promovida pela Agesul, impondo as condições sugeridas pelos advogados que somente a Proteco teria condições de preencher.  O objeto da licitação era a recuperação da estrutura da faixa de rolamento da MS -338 e os valores pagos teriam sido de R$ 6,6 milhões, no primeiro contrato, e R$ 957.652,32 de acréscimo do aditivo do convênio. 

Ainda de acordo com o MPE, Edson Giroto, que era secretário de  Obras do Estado na época , não apenas sabia e concordada com a situação, como “seria um dos mandantes”. Além de Giroto, tiveram os bens indisponibilizados o empresário João Amorim e sua sócia Elza Araújo, Maria Wilma Casanova à época diretora da Agesul, o então servidor da agência Wilson Roberto Mariano, conhecido como Beto Mariano, Éolo Genoves, João Afif Jorge, João Carlos Martos, Maxwell Gomes, Paulo Brum, Romulo Menossi, Wilson Parpinelli, Wilson Tavares e Proteco Construções.