Duas execuções na fronteira com o Paraguai causaram perplexidade nesta quarta-feira (22). Não é de hoje que fuzilamentos no país vizinho, provavelmente por causa da guerra interna no crime organizado, chamam atenção, mas desde a morte do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani elas tem sido cada vez mais frequentes.

Rafaat foi morto no dia 15 de junho em Pedro Juan Caballero ao sair de seu escritório , após ser atacado por um grupo de pessoas armadas com fuzis AK 47, Mag antiaérea e metralhadoras. Os suspeitos estariam em três veículos.  Su morte desencadeou  uma verdadeira guerra entre facções disputando o poder.

Desde sua morte  dezenas de assassinatos aconteceram, tanto do lado paraguaio quanto do brasileiro, mas algumas tem ligações diretas com a morte do narcotraficante. É o caso da brasileira Josiane Vanessa Zilio, 32 anos, morta por pistoleiros no dia 31 de agosto em Pedro Juan Caballero. A informação é de que ela seria amante de um pistoleiro ligado ao traficante Jorge Rafaat.

Paulo Marques, de 41 anos, brasileiro, executado no dia 2 de janeiro em  Assunção e que seria braço direito do narcotraficante Jarvis Chimenes Pavão, que cumpre pena no Paraguai e é suspeito de ser o mandante da morte de Jorge Rafaat Toumani.  

E falando em Jarvis Pavão, seu irmão Rony Pavão, de 38 anos, foi executado no último dia 14 de março em Ponta Porã com vários disparos de pistola 9 milímetros, quando saía de uma academia de ginástica.

Já nesta quarta, uma semana após a morte de Rony, duas novas execuções aconteceram. Pela manhã o corpo de Américo Ramirez Chavez, de 37 anos, foi encontrado esquartejado e dividido em sacola plásticas próximo ao aeroporto em Ponta Porã. A tarde, por volta das 16 horas, Pedro Alcides Ortiz, também de 37 anos, foi executado com cerca de  90 tiros de fuzil e pistola 9 mm  em Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
A polícia não descarta que os dois caso estejam interligados com a morte de  Rony Pavão.