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Apreensões de drogas aumentam em 104% no MS
Em 2017, do início do ano até maio, a quantidade de maconha atingiu 58 toneladas
Apreensões de drogas aumentam em 104% no Mato Grosso do Sul. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) aponta que esse aumento representa R$ 38 milhões que deixaram de ser comercializados no mercado ilegal do tráfico.
Conforme os dados da PRF, no ano passado a quantidade de maconha apreendida alcançou 116 toneladas, de janeiro a maio, foram 28. Em 2017, do início do ano até maio, a quantidade de maconha atingiu 58 toneladas. Se comparado com o mesmo período de 2016, isso representa um aumenta de 104% nas apreensões.
“Esse aumento se deve ao planejamento e o trabalho do setor de inteligência da PRF. Outro fator que nos ajuda muito é o sinal digital para se comunicar. A BR-163, por exemplo, e toda coberta pelo sinal digital em caso de uma abordagem ou até mesmo uma perseguição, isso pode ser feito de maneira mais rápida”, afirmou o inspetor de comunicação Kleryson Loureiro.
Ainda de acordo com os dados da Polícia Rodoviária, as apreensões representam um prejuízo de R$ 38 milhões aos traficantes, já que o quilo da maconha custa em torno de R$ 650.
Outras drogas como a cocaína, haxixe e crack, somaram 1.181,5 kg, no período de janeiro a maio deste ano. No mesmo período do ano passado, o número foi de 1.149 kg. A PRF atendeu este ano 216 ocorrências de tráfico de drogas, foram 247 pessoas presas no Estado.
Em 2017, 16 milhões de maços de cigarros foram aprendidos
Nos cinco primeiros meses deste ano já foram apreendidos 16 milhões de maços de cigarros, um total em dinheiro de R$ 84 milhões. Em todo o ano de 2016 os números chegaram a 20 milhões de maços apreendidos. Esse dado representa 80% do tudo o que foi apreendido no ano passado.
De acordo com a PRF, essas apreensões justificam ações específicas de enfrentamento a crimes fronteiriços, como ocorrida na Operação Cáucaso, compreendida no período de 01 a 14 de maio deste ano, onde foram presas 48 pessoas na região de fronteira e 128 no Estado.
“O traficante ou o contrabandista insistem em continuar os seus trabalhos, pois temos em muitas estradas vicinais que se tornam um desvio, já que nós ficamos apenas nas rodovias. Mas intensificamos nossas fiscalizações com ações com operações que não são divulgadas, além das constantes abordagens nos postos da Polícia Rodoviária”, afirmou klerison Loureiro.