A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Táxi, instaurada na Câmara Municipal para investigar as permissões de exploração do serviço, realizou, nesta sexta-feira (14) sua terceira oitiva ouvindo cinco empresários. Foram ouvidos Nelson Kohatsu, Maria Helena Startari, Cleoneve Flávio da Silva, Antônio Oliveira dos Santos e Marcia Oshiro.

O empresário Nelson Kohatsu explicou está no ramo do táxi desde 1982 e afirmou que entrou no ramo dos taxis para pagar os estudos dos dois filhos. “Meu irmão é um dos primeiros taxistas da cidade e graça ao táxi ele conseguiu formar os seus quatro filhos, eu entrei no negócio com mesmo intuito”, afirmou. Nelson tem sete permissões e diz ter conquistado ao longo dos anos com o próprio trabalho.

Maria Helena Martins Startari, que é empresária, compareceu na CPI voluntariamente, em sua fala destacou que nasceu em família de taxistas. “Eu iniciei no ramo do táxi em 1989, hoje, por força tenho três permissões de funcionamento. O primeiro alvará que obtive eu passei para meu filho, o segundo alvará adquiri de uma pessoa que não queria mais trabalhar na profissão e, com o falecimento do meu pai em 2008, tive que abrir uma empresa, minha mãe uma senhora de idade, sem carteira de motorista, não podia gerir o táxi que ele possuía, aí abri a empresa para administrar esse táxi, por fim, meu filho estabilizou na sua profissão como médico e passou seu táxi para que eu pudesse tocar o negócio", disse.

A empresária Cleoneve Flávio da Silva, disse que possui dois alvarás de funcionamento. “Eu iniciei em 1989 atuando no ponto da antiga rodoviária e adquiri meu primeiro alvará mediante a transferência dentro da legalidade de um proprietário do veículo que não queria mais atuar no ramo e, meu segundo alvará, consegui através de uma licitação feita pela Prefeitura na época, onde adquiri permissão para atuar no ponto do shopping Campo Grande", informou.

Segundo o empresário Antônio Oliveira dos Santos, ele tem permissão para trabalhar com seus carros nesses alvarás que são da prefeitura, no qual todos os anos têm que ser renovado, o empresário tem pontos de taxi no Novo Hotel, na Rodoviária e na Rua Sergipe com a Avenida Mato Grosso. “Todos os alvarás adquiri através de compras do veículo e benfeitorias dos pontos, todas as transações de veículos foram declaradas em receita”, desabafou.

Por fim, a empresária Marcia Oshiro, a última ser ouvida na CPI desta sexta-feira, ressaltou: "Tenho dois alvarás de funcionamento, desde 2004 trabalho no aeroporto e, através de um acordo entre irmãos, recebi o segundo alvará, porque meu irmão queria seguir outros rumos, com isso, abri empresa para ficar com os dois alvarás. Atualmente, por problemas de saúde na família, administro a empresa com quatro auxiliares de táxi, atuando no ponto do Aeroporto e no ponto do Hotel Vale Verde", informou.

De acordo com o relator da CPI, vereador Odilon Oliveira: "Está sendo uma experiência ímpar atuar na Comissão, trabalhando e aprendendo ao mesmo tempo". 

O presidente da CPI, Vinícius Siqueira explicou: "Nosso único interesse é melhorar o funcionamento da agência que regulamenta o transporte de campo grande, para que a cidade tenha mais segurança e melhor qualidade na prestação desse serviço público que é tão importante. Nosso objetivo é colaborar para que esse serviço seja cada vez mais barato, mais eficiente e mais justo, para que quem tenha esses alvarás sejam os taxistas que utilizam desse serviço e as empresas que prestam esse serviço com excelência".