Geral
“Ele não quer deixar o poder”, diz prefeito de Ivinhema sobre vereador
Vereador Juliano Ferro acusou o prefeito Éder Wilson França Lima, conhecido como Tuta, de corrupção
Em conversa com o JD1 Notícias na manhã desta quarta-feira (20) o prefeito de Ivinhema, município a 291 quilômetros de Campo Grande, Éder Wilson França Lima, conhecido como Tuta (PSDB) disse que o motivo das acusações de corrupção vindas do vereador Juliano Ferro (PR) é o fato dele “não querer deixar o poder”.
O prefeito explica que o vereador assumiu a presidência da Câmara por cousa de dois afastamentos. No o dia 7 de agosto o então presidente da Câmara foi afastado para a realização de tratamento de saúde por isso o vice-presidente assumiu de forma interina. Porém, no dia 4 de setembro o presidente interino também precisou se afastar para tratar da saúde, por 140 dias.
“Sobre esse afastamento, a lei orgânica da Câmara é clara. Quando o presidente ou um membro da mesa é afastado, tem que ser marcarda uma eleição na próxima sessão ordinária para que seja escolhido o presidente, ou o cargo que ficou vago”, explica o prefeito.
Durante sua entrevista na tarde de ontem ao JD1 Notícias, o vereador Juliano contou que mantinha contato com o prefeito há cerca de 40 dias e estava em posse de supostas provas contra o prefeito há 15 dias e só então teria denunciado porque "esperava juntar mais".
Para o prefeito a explicação é outra. Segundo Tuta o material captado por Juliano estaria sendo usado para chantagear os vereadores da base do prefeito. “Ele estava usando para chantagear os vereadores para que não houvesse eleição para o cargo de presidente, porque ele queria continuar como presidente”, salienta.
Segundo o prefeito, Juliano pode concorrer ao cargo, mas para isso precisa renunciar a vice-presidência. Ele explica ainda que cinco vereadores entraram na justiça porque Juliano está descumprindo regimento desde o início do mês, já que já era para ter ocorrido uma nova eleição.
“Ele vem tentado empurrar isso e tentando por meios obscuros não fazer a votação, mas a equipe jurídica está preparada e se ele não marcar até amanhã a sessão para eleição na segunda-feira, ele será acionado judicialmente por descumprimento de uma ordem judicial”, destaca.
O prefeito acrescenta ainda que o objetivo do vereador era uma só. “Qual o objetivo dele com esse circo todo? Ele está tentando denegrir a imagem do cinco vereadores para que eles sejam afastados e não haja eleição ou que seja feita a convocação do suplente, ou seja, ele não quer deixar o poder”, conclui.
Encontro
O prefeito contou que entre os dias 10 e 15 de agosto recebeu mais de oito ligações do vereador que insistentemente pedia para que se encontrassem para uma conversa. Os encontros aconteceram cerca de duas vezes, mas segundo o prefeito, logo no início da conversa algo de estranho foi percebido.
“Logo no início da conversa, por conhecer ele, saber do seu feitio, percebi que ele estava me gravando. Conhecendo o perfil dele, dei corda e deixei ele falar o que ele pensava. Ele colocou pra população ouvir, e isso eu estou interpelando judicialmente, somente a parte que lhe interessa”, conta.
Tuta conta que a entrevista feita pelo JD1 Notícias com o vereador está servindo de base para provar incoerências em sua denúncia. “Ele fala que ele recebeu aquele dinheiro vindo de mim, mas depois ele já mudou a versão e disse que o dinheiro teria sido deixado em um latão e que eu teria ligado para ele avisando que esse dinheiro estava lá”, diz.
Sobre a origem do dinheiro, o prefeito conta que está interpelando o vereador judicialmente para que explique de onde veio esses R$ 15 mil.