Geral
Delegado da PF defende a criação de uma força tarefa para solucionar problemas no Rio
Ele também destaca a necessidade da reformulação dos códigos Penal e Processual impondo penas mais duras
Várias operações em favelas do Rio de Janeiro tem demonstrado a precariedade da segurança pública no país. Em conversa com o JD1 Notícias o Delegado da Polícia Federal Edgar Marcon destacou que assim como Mato Grosso do Sul, o Rio enfrenta problemas com a falta de recursos.
Sobre as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), que são a principal aposta do governo para restabelecer o controle das favelas e combater o narcotráfico no Rio, o delegado declara que falta mais investimento e uma melhor gestão. “O sistema das Unidades de Polícia Pacificadora estava no caminho certo, mas colapsou por falta de efetivo, rotatividade e principalmente pela falta de evolução no conceito”, diz o delegado.
Marcon acredita que é necessário mais que a polícia preventiva no morro. “Acredito que necessitava também a polícia judiciária. Segurança custa caro e sem dinheiro tudo fica mais difícil. A união é chamada para intervir somente por demanda. Exemplo é o que ocorreu na Rocinha, após os fatos graves foram adotadas medidas pontuais. Agora a solução não depende somente das forças policiais”, diz.
O delegado ainda destaca que o que se vê no Rio com clareza é que a polícia prende e a justiça solta, pois a maioria dos membros destes grupos criminosos é reincidente. Edgar acredita que outras medidas devem ser pensadas, como a criação de um grupo como o existente na Lava Jato, com policiais, Ministério Público e Judiciário trabalhando juntos.
Ele também acredita em uma reformulação na legislação. “Além disto, reformulação dos códigos Penal e Processual impondo penas mais duras e a obrigatoriedade de trabalho para tirar o sentenciado da zona de conforto” concluiu o delegado.