O empresário, Thiago Verrone, de 36 anos, rebate declarações do advogado da Solurb, Ary Raghiant, afirma que derrota no STJ (Superior Tribunal de Justiça), na última terça-feira (7) não é o fim da linha no processo. 

“A decisão do STJ não é o fim da linha, visto que a Suprema Corte não analisou os fatos supervenientes de grande relevância que ocorreram durante o curso processual, como a operação ‘Lama Asfaltica’ e o cancelamento do contrato pela prefeitura durante o mandato do prefeito Alcides Bernal (PP)”, declarou Verrone. 

“O fato do cancelamento torna a prefeitura confessa aos crimes que foram praticados diante disso é totalmente cabível o ingresso de uma nova ação rescisória, onde todos os elementos novos que não foram apreciados possam ser analisados pelo judiciário”, acrescentou.

STJ dá vitória a Solurb

Na última terça-feira por 5 a 0 a ação contra Solurb sofreu uma derrota no STJ. A decisão ocorreu em Brasília quando o ministro, Benedito Gonçalves, negou recurso, que tem como autor da ação o empresário, Thiago Verrone. 

Verrone questiona irregularidades no contrato da Solurb quando a empresa entrou no certame para explorar os serviços da coleta dos resíduos sólidos na Capital em 2012. Thiago, que também atuava na área, entrou na briga para explorar os serviços em Campo Grande juntamente com a Vega e a Repram.  

Mas segundo o empresário, seu grupo foi impedido de participar da licitação e com isso ele abriu uma ação contra a prefeitura, fato que ocorreu na gestão do então prefeito Nelsinho Trad.
Verrone também questiona outras irregularidades no contrato, como por exemplo, serviços que a Solurb cobra sem mesmo te – los executados. 

Defesa da Solurb

Ao comentar as declarações de Verrone o Advogado da Soulurb, Ary Raghiant, foi enfático. “A decisão do STJ em favor da Solurb, tomada por 5 votos a 0, em agravo Regimental, ratifica o que foi decidido primeiramente pelo relator Ministro Benedito Gonçalves, como também confirma a decisão unanime do TJ-MS”, declarou

“No sentido de que não há qualquer vício ou ilegalidade na licitação e no contrato da empresa com o município de Campo Grande. A decisão do STJ é terminativa, porque não tendo matéria constitucional sendo discutida, o processo encerra ali”, completou.