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ISI Biomassa reuniu pesquisadores em 1º Workshop Internacional
O 1º Workshop Internacional de Inovação em Biomassa reuniu pesquisadores, empresários e comunidade acadêmica na última quarta-(14) e quinta-feira (15), no ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa), em Três Lagoas (MS).
No encontro foram debatidos temas relacionados com desenvolvimento tecnológico da inovação, tendo como matéria-prima a biomassa, bem como biotecnologia, Indústria 4.0 e fomento de projetos de inovação em biomassa.
Ao abrir o evento, o diretor-regional do Senai, Jesner Escandolhero, destacou o objetivo de promover um lançamento técnico do ISI Biomassa. “Temos aqui players nacionais e internacionais e academia para discutirmos temas inerentes à biomassa, assuntos intrínsecos à inovação, ou seja, pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos tendo como matéria prima a biomassa”, afirmou.
Já o 1º vice-presidente regional da Fiems, Luiz Cláudio Sabedotti Fornari, reforçou a expectativa gerada pelo evento. “Isso é muito importante para nós, principalmente, para quem pensou nesse Instituto como uma potência para o Estado. No momento em que temos definida essa necessidade de inovações tecnológicas por meio da utilização de fontes alternativas como a biomassa, eu, como empresário, sei da necessidade de acompanhar essa revolução que acontece no mundo dos negócios, ou se acompanha ou está fora. E o Senai vem para nos atender e permitir que possamos acompanhar esse desenvolvimento”, falou.
Abrindo o ciclo de palestras, o professor convidado do MIT, Arne Hessenbruch, explicou como funcionam os projetos de inovação dentro do instituto. “Estamos envolvidos com startups. A perspectiva principal do nosso ponto de vista é que o processo de inovação não pode ser um processo linear, começando com a pesquisa pura, depois aplicada, ficando mais técnica. Assim, corremos o risco de ficar cerca de 20 anos numa pesquisa e só depois percebermos que ela não funciona na prática”, disse.
Com a palestra “Avanços recentes na indústria do biodiesel”, o professor-doutor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Donato Aranda, comentou que o biodiesel foi o único combustível que teve um aumento no seu consumo em 2017. “Com a crise, todos os outros recuaram e esse ano, com o aumento do teor do biodiesel no diesel para 10%, vai haver um crescimento maior, de cerca de 25%. O Centro-Oeste é a região que mais produz biodiesel no Brasil e é um combustível que se tornou competitivo graças aos avanços tecnológicos”, afirmou.
O professor-doutor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Eduardo Falabella, falou sobre os processos de transformação de biomassa que visam a usar resíduos na biomassa e rotas para pequenas produções com agregação de valor e co-processamento. “A indústria do petróleo foi a mesma, mas vem se reinventando, buscando a biomassa, gás natural e carvão. O refinador deve buscar por alternativas inteligentes para alcançar esses requerimentos. A biomassa se tornou hoje, no refino do futuro, uma necessidade. Nós precisamos introduzir rotas alternativas como combustíveis sintéticos para fazer frente à demanda do mercado por combustíveis cada vez mais limpos”, ressaltou.