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Assassino de Mayara confessa que matou por ciúmes e vai a júri
Ele não aceitava o fato da namorada fazer programas sexuais
Roberson Batista da Silva, assassino confesso da namorada, Mayara Fontoura Holsback, 18 anos, afirmou, durante audiência realizada na segunda-feira (16), que matou a jovem por ciúmes.
Batista disse ontem que não aceitava o fato da namorada fazer programas sexuais, bem como por não aceitar que ela pudesse romper o relacionamento e ficar com outra pessoa.
Com base no depoimento do acusado, o Ministério Público sustenta que o réu teria agido por motivo torpe.
Durante a audiência foram ouvidas duas testemunhas de defesa: a mãe e o irmão do acusado e, por fim, o réu foi interrogado.
O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, pronunciou o réu para que seja levado a julgamento pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e feminicídio.
O magistrado manteve a prisão preventiva do réu, sob o argumento de que a medida se faz necessária, pois ele só foi localizado após a expedição de mandado de prisão assinado pelo juiz.
O caso – Na noite do dia 15 de setembro de 2017, a vítima Mayara Fontoura Hosback foi encontrada morta no interior de sua residência, localizada no Bairro Universitário. A vítima apresentava perfurações na região do pescoço e foi encontrada uma tesoura coberta de sangue sobre a cama.
Em seu interrogatório, o réu relatou que, no dia dos fatos, após ela o ofender, ele partiu pra cima dela, que chegou a mordê-lo na mão e o arranhou, enquanto ele aplicava os golpes no pescoço.