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Duas mil tornozeleiras serão controladas em nova central de monitoramento
O monitoramento será realizado por 20 servidores da Agepen que acompanharão "os passos" dos réus
A Central de Monitoramento Virtual de Mato Grosso do Sul, está com novo espaço que foi entregue na tarde desta terça-feira (3), na rua Marechal Cândido Mariano Rondon, no bairro Amambaí em Campo Grande. A unidade mista é responsável por acompanhar réus que usam tornozeleiras eletrônicas.
O local foi cedido pela Universidade Federal de MS (UFMS) e os recursos de R$ 70 mil – usados na reforma do prédio –, vieram do Poder Judiciário, por meio da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande e da 3ª Vara Criminal de Dourados.
O monitoramento será realizado por 20 servidores da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), que acompanham pessoas que, em vez de cumprir prisão em penitenciárias, ficam soltas com tornozeleiras eletrônicas que apresentam a localização do réu.
A obra foi executada por oito internos do Centro Penal e Agroindustrial, que reformaram o prédio, sendo feitas troca de toda parte elétrica, hidráulica, pintura, construção de novos banheiros, lavabo, dormitórios, calçadas e revestimentos. Os internos recebem um salário mínimo e a redução de um dia na pena a cada três dias trabalhados.
De acordo com Aud de Oliveira Chaves, diretor-presidente da Agepen, os custos de um preso dentro de um presídio chega a R$ 2.600,00, enquanto o aluguel de uma tornozeleira é de R$ 230,00.
Duas mil tornozeleiras estão disponíveis para utilização, que serão destinadas pela justiça e 820 equipamentos de monitoramento estão em uso em diversas situações, como cumprimento de regime aberto e semiaberto, medidas cautelares, homens agressores que são enquadrados na Lei Maria da Penha, entre outras.