O governador Reinaldo Azambuja autorizou o início da obra da pavimentação do segundo trecho da rodovia MS-223, entre os municípios de Figueirão e Costa Rica, que faz parte do compromisso com a região nordeste de |Mato Grosso do Sul.

A chegada da infraestrutura rodoviária abrirá uma nova fronteira agropecuária, com a introdução de lavouras de grãos associadas à pecuária e cana-de-açúcar, hoje predominantes naquele torrão do Estado.

A ordem de serviço para pavimentação e drenagem de 28,5 km da rodovia foi assinada pelo governador e também pelo secretário estadual de Infraestrutura (Seinfra), Murilo Zauith, e imediatamente a construtora contratada, a Vale do Rio Novo, iniciou a sua execução. Máquinas e operários se concentram na saída de Figueirão para Costa Rica preparando o primeiro lote a ser asfaltado, com previsão de conclusão da obra em 18 meses.

Visita à obra

No primeiro trecho em execução desde abril deste ano, a partir de Costa Rica, são 32,5 km, com cerca de 15% pavimentados e 32% de serviços concluídos em terraplenagem e drenagem. Nessa frente, o trajeto original da rodovia foi alterado, cortando lavouras de cana-de-açúcar e reduzindo curvas e o trecho em 2 km. O investimento total da obra é de R$ 84 milhões, recursos do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de MS).

Divisor de águas

O investimento garantido pelo Governo do Estado amplia a malha viária estadual pavimentada e abre uma nova opção de escoamento da produção regional – boi, grãos, milho, cana-de-açúcar e algodão. Para o prefeito de Figueirão, Rogério Rosalin, a ligação por asfalto com Costa Rica será um divisor de águas para o seu município. “Vai diversificar a nossa produção, hoje baseada na pecuária, e nos deixará ao lado de São Paulo, principal mercado”, disse.

O prefeito de Camapuã, Delano Huber, afirmou que o asfalto da MS-223 coloca seu município como corredor de escoamento de produção e acesso aos estados vizinhos e a Campo Grande. “Essa logística vai mudar uma economia essencialmente pecuária, trazendo desenvolvimento e riquezas para uma região que deixou de ser deserta”, frisou.