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"Em análise", do auxílio emergencial, preocupa campo-grandenses
"Não temos uma resposta, um retorno”, disse a consultora de imóvel Mariana Pilotto
Milhares de brasileiros realizaram cadastro para receber o benefício do auxílio emergencial liberado pelo governo na última semana.
O valor de R$ 600 reais será depositado em conta, mas a demora na análise do cadastro está preocupando quem conta com o recurso.
Segundo a Dataprev foram identificadas 51,4 milhões de pessoas aptas a receber o auxílio. Esse número corresponde a 70% de todo o cadastro, que contem registros de 73,4 milhões de pessoas.
Para muitos campo-grandenses a demora é agonizante. A consultora de imóvel Mariana Pilotto, de 31 anos, está aguardando a analise desde a quinta-feira (9) e teme que possa ser algum erro no sistema, e que demora é ainda mais cruel porque não existe um respaldo ou feedback do Governo Federal. “Essa demora nos preocupa, porque querendo ou não, acabamos contando com este valor para pagar dívidas que seriam pagos com a renda do nosso trabalho se tudo estivesse normal. Isso preocupa, não temos uma resposta”, comentou.
Já a estudante Adriene Novaes da Silva, de 25 anos, que também fez o cadastro na última quinta, e não entende a demora, já que preenche todos os requisitos exigidos. “Estou seguindo as recomendações que vejo em notícias. Fiz o cadastro certinho, baixei o app para ir acompanhando. Hoje completaria 3 dias úteis para a aprovação do auxílio, mas até agora nada. Entrei no site da Receita Federal e meu CPF está regular, então acho que não tem nada que impeça o recebimento do auxílio”, explicou.
A mãe do Gui, de três meses, e autônoma Deborah Campos, de 23 anos, contou ao JD1 que apesar de ser um ótimo benefício, a demora causa estranheza. “Apesar de ter achado uma boa inciativa, bem como a rapidez de como tudo foi agilizado, ainda há perguntas sem respostas. Conheço pessoas que já receberam o benefício e o aplicativo ainda não atualizou. É a única plataforma de informaçao e pelo que parece, não está atualizada. Estou muito preocupada, pois tenho um bebê pequeno, dividas para pagar, sou autônoma e não temos nenhuma resposta do governo”, finalizou.