O empreendedorismo tem aderido cada vez mais adeptos no Brasil, seja pela vontade de sair do emprego atual, por querer fazer um hobbie virar profissão, por querer fazer por você mesmo algo que sempre fez pelos outros e deu certo ou simplesmente pela vontade de ser dono do seu próprio negócio.

Há alguns anos ouvíamos muito falar sobre grandes empresários, mas, na maioria das vezes, no masculino, era raro mulheres tomarem essa decisão de abandonar os afazeres do lar, ou um emprego com renda garantida pelo “duvidoso”. Por muito tempo mulheres foram desencorajadas a tomar decisões que pudessem correr riscos. 

Mas o mundo está mudando e com isso podemos ver cada vez mais, mulheres atuando em todos os lugares, profissões e principalmente donas de suas próprias empresas. 

Hoje (19), é comemorado o dia do Empreendedorismo Feminino e a reportagem do JD1 Notícias conversou com quatro empreendedoras aqui de Campo Grande para entender as dores e delícias desse mundo que foi conquistado por elas. 

A empresária Helena Marques, contou ao JD1 Notícias que decidiu abrir uma empresa de Assistência Remota, após anos trabalhando na área de assistência e secretariado para uma empresa e sentir que aquilo não fazia mais parte do que ela queria para a vida. Ela conta ainda que q

Bruna Carvalho

uando resolveu iniciar os estudos para assistência remota, percebeu que seu conhecimento poderia levá-la a outros lugares. 
“Eu sabia que com os meus conhecimentos, eu podia atender mais pessoas e empresas, teria mais reconhecimento e obviamente, um maior faturamento”, declara Helena. 

Já para a fotógrafa Bruna Carvalho, a vontade de fazer com que um passatempo se tornasse profissão foi a leveza que a fotografia trazia para a vida dela.

“Tem uma frase super clichê que ‘quando se faz o que gosta você sempre está de férias’. Tudo bem que não é bem assim, mas a ideia de empreender com a fotografia surgiu quando vi a necessidade de poder levantar um dinheiro extra e poder realizar outros sonhos, sonhos de outras pessoas, não é algo somente meu. Tenho grandes inspirações que todos os dias faz com que eu lute e entregue o meu melhor para o meu empreendimento como também para os meus clientes”, explica Bruna. 

Mais depoimentos – 

A empresária Danielly Cáceres que trabalhou muitos anos na modalidade CLT, contou à reportagem que quando saiu do emprego já estava com a certeza que abriria seu próprio negócio, mas que quando se viu desempregada em meio a uma pandemia, não soube por onde começar. 

A princípio eu iniciaria com uma doceria, mas área alimentícia exigem muitos cursos, como, por exemplo, o de manipulação de alimentos, e eles não estavam montando turma pelo fato da pandemia. Aí para não ficar parada, pedi para a minha amiga me dar o curso de extensão de cílios e design de sobrancelhas. Me apaixonei! Decidi que eu queria aquilo para a minha vida. Foi quando eu conversei com o meu esposo e ele me deu a ‘deixa’. Disse que sabia que eu gostava da área e que levava jeito, que eu deveria investir em mim, com uma nova profissão”, explanou Danielly.

Ela conta, ainda, que pelo fato de sempre ter referências na família e estar na área há 14 anos hoje ela atua exclusivamente na área da beleza, fazendo extensão de cílios - que é o carro chefe no Studio -, design de sobrancelhas, maquiagem, limpeza de pele, dermaplaning e tranças diversas.

Mundo Digital – 

O mundo digital também tem um grande espaço para que mulheres trabalhem nessa área, como a analista de marketing Michelle Ribeiro, que teve a inciativa de sair de um emprego fixo e iniciar a realização do mesmo serviço por conta própria, mas com um diferencial: modificar a vida das pessoas por meio do seu trabalho. 

“Claro que conseguir ter minha remuneração mensal compatível ao meu esforço e através disso poder continuar criando minha filha, que, aliás, é a razão por essa transformação de vida, como sempre dizem: filhos parem mães empreendedoras”, afirma Michelle.

Ela ainda afirma que não foi e nem é uma caminhada fácil, mas que sempre diz para si mesma e para os outros que “Deus nunca colocará algo em nosso coração que ele já não tenha dado o aval. Se arde no seu peito é porque esse é o propósito da sua vida. Foi isso que me moveu e me fez sair de um emprego estável e arriscar tudo. E sem dúvidas uma das melhores decisões da minha vida!”, declara.

Dados – 

De acordo com a cartilha de empreendedorismo do Sebrae, estudos revelam que o número de mulheres empreendedoras vem crescendo no Brasil. Num período de 10 anos (2001 a 2011), o número de mulheres empreendedoras cresceu 21%, enquanto o de homens cresceu apenas 9%. Segundo dados da Serasa Experian, as mulheres comandam 43% de todos os negócios do país e 73% das mulheres são sócias de alguma pequena ou média empresa.

As mulheres foram responsáveis por 51,5% dos novos negócios criados em 2016, no Brasil. De acordo com o estudo, feito em parceria com o Sebrae, a principal atividade foi de serviços domésticos (17% do total); em segundo lugar ficou o ramo de beleza e estética com (14,3%).