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Mulher leva 'calote' de marceneiro, perde quase R$ 5 mil e sonho de móveis planejados
Para fugir de prazo de entrega, dono da empresa alega doença e internação toda semana; há uma audiência de conciliação marcada no Procon
Quem nunca sonhou em ter uma casa com os móveis todos planejados? A cozinha feita sobre medida... para uma advogada de Campo Grande, este sonhou se tornou um pesadelo após o próprio vizinho, marceneiro, lhe dar um calote de mais de R$ 4,6 mil.
Essa história é longa e tem causado diversos transtornos a moradora de um condomínio localizado na Rua Ciro Macuco, Bairro Jardim Seminário. Ela procurou o JD1 Notícias para denunciar o caso.
Em seu relato, a mulher contou ter feito o contrato com a empresa no dia 10 de abril de 2023, com a empresa Allure Prestadora De Serviços. A partir da assinatura, a contratada teria 40 dias para fazer a entrega do serviço, mas caso o prazo não fosse cumprido, a contratante deveria ser procurada com 5 dias de antecedência para a formulação de uma nova data.
O prazo de entrega, conforme o previsto em contrato, teria se encerrado 13 de junho sem ter sido cumprido. No entanto, as desculpas começaram e o cronograma apresentava uma data diferente, sendo passado pelo representante legal como sendo o dia 5 de junho, adiantando em oito dias o que tinha sido determinado inicialmente.
Além da advogada, outras pessoas estariam com o serviço atrasado. “Ele me disse que tem uns 6 clientes atrasados, contando comigo e um já processou. Eu sinceramente acho que de maneira legal, não vou receber”, declarou ela ao JD1.
Uma das ‘muletas’ usadas pelo representante da empresa têm sido motivos de doença. Alegando ter ficado internado com dengue e outras enfermidades, ele sempre tentava fugir do assunto real: a entrega do trabalho finalizado.
“No começo, tentei ser compreensiva, as pessoas adoecem. Ele veio a minha casa, falou de doença, abandono parental, atrasos em dívidas do condomínio. E eu arrumei emprego pro cara e ele nem aí”, comentou a advogada revoltada com a situação.
Conforme consta na clausula segunda do contrato, caso os prazos não fossem cumpridos, a contratante teria o direito de solicitar a devolução do valor. Mas nem isso foi feito já que o representante da empresa pediu um prazo de 15 dias para levantar o dinheiro, pois não teria o montante de R$ 4.650,00 para fazer o estorno.
Sem resultado, a vítima então resolveu entrar com um processo no Procon/MS (Secretaria-Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor), tendo uma anuência de conciliação marcada para o dia 28 de julho.
Necessidade
A vítima chegou a contar para o rapaz, no dia 27 de junho, que precisava da cozinha entregue o quanto antes pois precisaria fazer uma cirurgia no dia 18 de julho, para biopsia da suspeita de um tumor no intestino.
Por conta disso, ela receberia a mãe em casa para auxiliar no pós-operatório. “A cozinha seria muito importante estar pronta”, disse a mulher ao rapaz.
Histórico negativo
Outros vizinhos relataram, após o contrato ter sido assinado, que o serviço dele teria atrasado em uma semana. Com o acabamento torto e mal feito.
“Já fez pra uma vizinha. Entregou tudo torto, atrasou, mas só 1 semana e acabamento horrível. Agora tem eu e outra vizinha que ele tá dando calote. Pra essa vizinha deu até fim do mês. Mas ele deu um prazo que entregaria na primeira semana de julho, 3 gavetões uns complementos de cozinha. Ao qual ele cobrou dela R$ 3.200,00 e todo material dela”, comentou.
Quando questionado sobre os prazos, o representante da empresa diz ter levado calote do marceneiro antigo e que agora o novo está sobrecarregado.
O que diz a empresa
Por meio de mensagem ao JD1, a empresa informou que irá emitir uma nota oficial a respeito do caso, na quinta-feira (20). Porém, adiantou que o negócio sofreu um ‘calote’ do ex-sócio, restando apenas um prejuízo de cerca de R$ 20 mil, ocasionando todos os transtornos.