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Mais de 130 milhões de consumidores devem ir às compras neste Natal
Os principais presenteados serão os filhos (60%), a mãe (48%), o cônjuge (44%) e o irmão(a) (28%)
Entra ano, sai ano, as festas de final de ano continuam sendo o momento de maior fluxo de compras entre a população do país. Uma pesquisa realizada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) revela que 42,8% dos entrevistados no país (1.647) pretendem fazer compras para o Natal, enquanto 35,9% não têm intenção de dar presentes e 21,3% ainda estão indecisos.
Entre os que planejam comprar, 33,6% pretendem gastar mais do que em 2022, enquanto 41,8% desejam desembolsar um valor menor. A pesquisa de intenção de compra no Natal mostra que a maioria (60,5%) pretende gastar entre R$ 150 e R$ 450.

Segundo a ACSP, em relação ao ano passado, observa-se expressiva redução daqueles que manifestaram intenção de compra e leve aumento dos que não pretendem comprar. Também nota-se importante redução daqueles que pretendem gastar mais, assim como também do valor médio de gasto pretendido.
“A piora dos resultados em relação à pesquisa do ano passado poderia ser explicada pela desaceleração da atividade econômica e pelo elevado grau de endividamento das famílias, num contexto de juros ainda elevados, que termina reduzindo a renda disponível para o consumo, que tem cada vez mais se concentrado em itens mais essenciais”, destaca a ACSP.
Já em Campo Grande, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Adelaido Vila, afirma que em 2023 houve um fluxo muito maior de pessoas do que no ano passado, nas compras de vésperas de natal. "Viemos de um ano, onde percebemos o quanto o consumidor estava receoso em consumir, estava escolhendo muito o que comprar, compravam somente o necessário e agora estamos vendo no mês de dezembro um comportamento um pouco diferente disso e muito provavelmente isso tem a ver com quase R$1 Bi só de 13º que entrou na economia só de Campo Grande", enfatiza Adelaido.
Ainda segundo Adelaido, a movimentação de compras se concentram não somente no centro e shoppings, mas também nos bairros. Segundo uma pesquisa prévia realizada pelo CDL, este ano deve haver um crescimento de 12% nas compras de final de ano só na capital.
Eliziane Cavassa, advogada, comenta que pretende gastar R$800 nas compras de presentes de natal e que como todo ano, vai deixar para comprar de última hora. "Os presentes são sempre roupas ou utensílios domésticos. As roupas são para pai e irmãos e os utensílios para minha mãe. Pretendo gastar no máximo 800,00 com todos os presentes. Não sobrou mais recursos para presentes esse ano porque o custo mensal com despesas ordinárias aumentou muito, mas por entender importante manter a tradição do Natal em família, ainda terá a ceia e vão ganhar presentes", afirma.
Já a psicóloga, Fabiane Pires, pretende fazer compras online, pois acredita que é mais confortável, já que tem dois filhos, e fazer compras presenciais com crianças é mais cansativo. "Pretendo comprar presentes para meus filhos, afilhados e sobrinhos apenas". Quando questionada se este ano sobrou mais para as compras, a resposta é categórica: "sobrou não, nós é que priorizamos esse investimento. Vamos separar R$250, mais ou menos, para esses presentes", acrescenta.
Sobre a pesquisa da ACSP, ela aponta ainda que a maioria das compras deve ser feita em grandes redes do varejo (41,1%) e de forma presencial (57,1%). Entre os itens destacados, roupas, calçados e acessórios (45,4%) continuam sendo os principais da lista. Somados a outros de uso pessoal (joias, bijuterias e perfumes), representam 75,9% das intenções de compra.
Outros itens típicos como boneca, outros brinquedos, decoração e enfeites, árvore e cartão de Natal e alimentos para a ceia natalina também aparecem, em conjunto, com destaque (78,4%). Com as intenções de compra mais baixas aparecem celular, computador, notebook, tablet e eletrodomésticos, como televisor, micro-ondas, fogão, geladeira e máquina de lavar, com 19,3%.
Outra pesquisa, realizada em parceria pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), indica que mais de 132,9 milhões de consumidores devem ir às compras neste período, injetando R$ 74,6 bilhões na economia. Os principais presenteados serão os filhos (60%), a mãe (48%), o cônjuge (44%) e o irmão(a) (28%).
Entre os que não vão presentear, 27% dizem não ter dinheiro, 17% não gostam ou não têm o costume e 15% estão endividados e irão priorizar o pagamento de dívidas. Além disso, 64% pretendem comprar presentes para si mesmo. As estimativas são de 104,6 milhões de pessoas comprem para se presentear.
As principais formas de pagamento dos consumidores nas compras de Natal serão: Pix (47%), cartão de crédito parcelado (44%), dinheiro (34%) e cartão de débito (31%). De acordo com os consumidores, 48% pretendem parcelar as compras, sendo que 41% afirmam que, mesmo tendo condições de pagar à vista, preferem parcelar para garantir sobra de dinheiro, e 34% optam por esse meio de pagamento para poder comprar presentes melhores.
De acordo com as respostas de 755 consumidores das 27 capitais brasileiras, as lojas físicas são as preferidas para realizar as compras: 76% pretendem comprar assim. As principais lojas são as de departamento (38%) e em shopping center (31%). Já 50% pretendem fazer compras pela internet, que representam 81,4 milhões de consumidores.