Foram registrados duas explosões e um tiroteio nesta terça-feira (2) na área do hospital militar Sardar no centro de Cabul, no Afeganistão.   

Um representante do Ministério da Saúde confirmou 19 mortes e adiantou que ao menos 50 pessoas ficaram feridas. As ações se intensificaram desde que o Talibã assumiu o poder.

Um médico contou aos jornalistas que estava dentro da instituição, que é a maior do tipo na capital afegã, na hora do ataque e que "uma grande explosão foi ouvida na entrada do hospital, e isso foi seguido dos disparos".   

Segundo Bilal Karimi, porta-voz do Talibã, as explosões foram seguidas de um ataque de homens armados, sendo que quatro agressores foram mortos pelas forças de segurança e um quinto foi capturado.

A ação ainda não foi reivindicada, mas ela segue o padrão dos atentados do grupo terrorista Estado Islâmico, que tem uma facção muito ativa no país, o EI de Khorasan (EI-K ou Isis-K).   

Recentemente, o EI-K fez dois atentados em mesquitas xiitas, matando dezenas de pessoas, em Kandahar e Kunduz. Também há cerca de um mês, um ataque semelhante em Cabul deixou cinco mortos.   

Mesmo o El-K e Talibã sendo islâmicos sunitas, eles têm visões "rivais" e se consideram superiores um ao outro. Porém, os talibãs tem uma visão mais nacionalista e o EI quer dominar áreas fora do Afeganistão.