Conforme divulgado nas últimas horas pela agência estatal ucraniana responsável pela zona de exclusão da Central Nuclear de Chernobyl, as forças russas teriam destruído um novo laboratório no complexo dedicado à gestão de resíduos radioativos.

A ocupação russa da central nuclear, desativada após o desastre de 1986, concretizou-se logo no início da invasão da Ucrânia, no fim de fevereiro.

O laboratório abriga "amostras altamente ativas e amostras de radionuclídeos que estão agora nas mãos do inimigo", segundo a agência estatal ucraniana responsável pela zona de exclusão. As autoridades ucranianas lembram que o laboratório agora destruído foi inaugurado em 2015 e custou 6 milhões de euros, em projeto apoiado pela Comissão Europeia.

Os radionuclídeos são átomos de elementos químicos que libertam radiação.

"Esperamos que só cause dano a si mesmo e não ao mundo civilizado", diz a agência em comunicado. 

A agência nuclear da Ucrânia tinha afirmado, na segunda-feira, que os monitores de radiação em torno da Central de Chernobyl haviam deixado de funcionar. A informação gerou preocupações entre especialistas.