Uma corretora de seguros grávida foi demitida por justa causa após a empresa que ela trabalhava descobrir que ela passou, em 15 dias, 10 horas e 36 minutos pesquisando na internet sobre produtos para bebê. O caso ocorreu em Doncaster, na Inglaterra, e foi relatado pelo jornal britânico Daily Mail.

A britânica Paige Mowatt teria então processado a empresa em que ela trabalhava por ter sido supostamente demitida injustamente, mas admitiu que acessou os sites durante seu horário de trabalho.

“Descobriu-se que a senhorita Mowatt acessou sites relacionados à venda de carrinhos de bebê e outros itens infantis durante o horário de trabalho. Durante 15 dias úteis, notou-se que a senhorita Mowatt passou 10 horas e 36 minutos vendo assuntos não relacionados ao trabalho. Mowatt admitiu olhar sites para seus fins pessoais e usar sua conta do WhatsApp para mensagens pessoais durante o horário de trabalho. Ela não tinha certeza da hora em que olhou para os vários sites, mas afirmou que eles poderiam ter sido durante seus intervalos", informou o tribunal.

Então, se foi iniciada uma investigação disciplinar, onde ela admitiu que acessou os e-mails pessoais de seus colegas de trabalho em algo que o tribunal classificou como uma busca "sustentada e calculada” nas conversas de seus colegas de trabalho.

Mowatt se defendeu, dizendo que fez isso “pois sentiu que estava sendo 'deixada de fora' de coisas como e-mails e grupos de WhatsApp".

“Ela não procurou por si mesma nos e-mails pelo nome, mas estava conduzindo uma navegação geral onde não parecia estar procurando por nada específico. Os e-mails foram vistos em vários pontos ao longo do dia de trabalho", disse o advogado da empresa One Call Insurance.

O tribunal acabou por rejeitas as reivindicações da mulher, já que “a visualização dos e-mails dos colegas é de natureza privada”, e que a empresa “não agiu fora da lei ao considerar que houve tal perda de fé e confiança na srta. Mowatt que não poderia mais sustentar seu emprego".