A Espanha estima que mais de 500 pessoas tenham morrido em decorrência da onda de calor extremo que castiga a Europa, informou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, nesta quarta-feira (20). O país da península ibérica foi um dos mais afetados pelo aumento extremo de temperaturas, que resultou em incêndios florestais e mais de mil mortes no continente.

De acordo com o G1, o premiê reforçou o alerta para os riscos à saúde ocasionados pelos termômetros nas alturas. “Quero reiterar uma mensagem de prudência à população de que essas ondas de calor não somente provocam incêndios, mas mataram mais de 500 pessoas em nosso país”, disse, em referência a uma estimativa de mortalidade realizada pelo instituto de saúde pública Carlos III.

Ele ainda defendeu que os eventos climáticos extremos são um lembrete sobre a importância do combate ao aquecimento global.

“Peço aos cidadãos que tomem precauções extremas”, pediu o chefe de governo, após reiterar que “a emergência climática é uma realidade” e que “as alterações climáticas matam”.

A onda de calor é a maior desde o início da série histórica da agência estatal de meteorologia espanhola (AEMET), em 1975.

Em Portugal, onde as temperaturas chegaram a 47°C na quinta-feira da semana passada (14), várias aldeias tiveram que ser evacuadas. Um homem e uma mulher morreram dentro do carro, tentando fugir das chamas. Nos dois países ibéricos, mais de 1 mil mortes foram registradas.