Justiça
MP concorda que Jamilson receba madrasta e assessor
Defesa do deputado, porém , quer manter decisão de tornozeleira na Assembleia
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul se manifestou a favor de que o deputado estadual Jamilson Name manter contato a esposa do seu pai, Jamil Name, a ex-vereadora Tereza Name, e seu assessor de gabinete, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior.
O parlamentar investigado por integrar uma organização criminosa no Estado foi impedido de manter contato com cem pessoas, entre elas as duas citadas anteriormente. Para o MP, que atende parcialmente a um pedido da defesa de Jamilson, não existe impedimento para que o deputado se encontre com a madrasta, “seja em razão dos laços de família existentes entre ambos, seja pelo fato de sua madrasta não ter sido alvo da Operação Omertà”. “O mesmo raciocínio se aplica a Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, que é assessor de gabinete do requerente, que não foi alvo da Operação Omertà, desde que, contudo, não venha ele a servir de testemunha nas ações penais em curso contra integrantes da citada OrCrim”, consta no processo.
A defesa do deputado, ainda, se manifestou contra o posicionamento do MP que, na quarta-feira (27), pediu que seja colocada imediatamente a tornozeleira eletrônica no parlamentar, sem que essa decisão passe por aprovação da Assembleia Legislativa. “A Assembleia Legislativa ainda não se manifestou sobre a determinação de Vossa Excelência”, diz a defesa.
Para o advogado de Jamilson, Gustavo Passarelli, a manifestação do MP sobre a tornozeleira é exagerada, desnecessária, descabida e causa constrangimento ao parlamentar. “Ora, por certo que o monitoramento eletrônico do Requerido apenas servirá, no caso presente, para a exposição indevida de sua imagem, em prejuízo do exercício do mandato”, consta no documento anexado ao processo.