Em meio à crise, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), dobrou a aposta e defendeu, nesta quinta-feira (13), a quebra do sigilo de fonte de jornalistas, mesmo com a inviolabilidade garantida pela Constituição da República.

"Sigilo de fonte é uma garantia constitucional consagrada por essa Suprema Corte, mas que nunca se confundiu e nunca e jamais se confundirá com escudo protetivo para a prática de atividades ilícitas", declarou.

Segundo o ministro, "nenhuma garantia constitucional, inclusive o sigilo da fonte, pode ser instrumento de impunidade criminal". Moraes acrescentou que o Supremo continuará a garantir a liberdade de imprensa e os direitos dos profissionais da comunicação, mas também protegerá pessoas e familiares de ameaças ou coações praticadas por organizações criminosas.

Virou alvo após publicar reportagens sobre Dino

Baseado no Maranhão, o jornalista Luís Pablo publicou uma série de reportagens nas quais afirma que um carro oficial do Tribunal de Justiça do Estado teria sido utilizado pela família do ministro Flávio Dino para se deslocar pela cidade.

Em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes determinou busca e apreensão na residência do jornalista. Na decisão, Moraes apontou que Luís Pablo teria cometido o crime de perseguição.

A partir da extração de dados de equipamentos do jornalista, Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, pôde ser identificado como fonte das reportagens.

Desde então, a Polícia Federal realizou diligências envolvendo o jornalista e solicitou uma operação contra a fonte das reportagens. A medida teve manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), o Ministério Público Federal.

JD1 No Celular

Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.

Tenha em seu celular o aplicativo do JD1 no iOS ou Android.