Juiz manda
Homem que matou o pai a tiros no Colúmbia após confusão por bola vai a júri
Decisão determina que Adriano do Couto Marques permaneça preso pelo assassinato de Romário Paes Cardoso, de 70 anos
A Justiça decidiu mandar Adriano do Couto Marques, de 40 anos, a júri popular pela acusação de matar o próprio pai, Romário Paes Cardoso, de 70 anos, a tiros no bairro Jardim Colúmbia.
A decisão de "pronúncia" foi tomada pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, em decorrência do crime ocorrido em 18 de janeiro deste ano.
Segundo a decisão, Adriano vai responder por homicídio qualificado pelo motivo torpe, por recurso que dificultou a defesa da vítima e pelo fato de Romário ser maior de 60 anos. O réu também responde pelo porte de um revólver calibre .32.
O juiz manteve ainda a prisão preventiva de Adriano. A data do julgamento ainda não foi definida, já que a defesa tem prazo para recorrer da decisão.
Durante o interrogatório, segundo o juiz, Adriano admitiu que, depois de a vítima ser atingida pelo primeiro disparo e já estar caída ao solo, efetuou outros três tiros em sua direção.
MOTIVAÇÃO
De acordo com a decisão, o próprio acusado relatou que a discussão com o pai começou por causa de uma bola que teria caído no quintal da vítima.
Ainda segundo o relato apresentado ao juiz, diante da recusa do pai em devolver a bola, Adriano foi até sua residência, pegou uma arma de fogo e voltou ao local, onde efetuou diversos disparos contra Romário, atingindo-o na região do rosto.
O juiz classificou a situação como uma "desavença de reduzida relevância" e manteve a qualificadora da "razão torpe" em desfavor do réu, circunstância que pode agravar a pena em caso de condenação.
LEGÍTIMA DEFESA
A defesa de Adriano alega que ele matou o pai em legítima defesa. Para o juiz, porém, a alegação deverá ser analisada e valorada pelos jurados no Conselho de Sentença do Júri.
Depois do prazo para recursos, caberá ao juiz marcar a data do julgamento.
Caso a defesa recorra, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) deverá analisar se mantém ou não Adriano em júri popular.
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