Monique Gregório de Oliveira, supervisora do Serviço de Arquivo do Hospital Santa Casa, presa desde o dia 11 durante a Operação Antidotum, ingressou no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) com um habeas corpus (HC), pedindo sua liberdade.

Segundo o advogado Leandro Gregório dos Santos, a defesa detalhou no pedido os motivos para a liberdade de Monique. Conforme ele, um dos principais pontos é que ela sempre registrou as falhas no cumprimento do contrato de digitalização.

“Os principais pontos levantados é que ela sempre registrou as falhas no cumprimento do contrato, ela era responsável pelo setor onde eram realizadas as digitalizações e ela sempre registrou tudo que foi apurado, inclusive quando ela não recebeu o número de páginas digitalizadas, ela registrou em ata todos os elementos que ela constatou de irregularidade no contrato, ela sempre denunciou”, disse a defesa ao JD1 Notícias.

Leandro Gregório explicou ainda que Monique assinava os relatórios, mas não era responsável pelos pagamentos, que, segundo ele, eram feitos pelo setor financeiro, pela administração e pela diretoria.

“Ela assinava o relatório, mas não era ela quem pagava, quem pagava era o setor financeiro, a administração, a diretoria... Ela está envolvida nisso aí, na verdade é porque é uma cautelar do Ministério Público e como ela era chefe do setor, é cabia investigação, mas ela não tem nenhum envolvimento”, frisou.

O advogado classificou a prisão como um “equivoco” do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. “Mais uma defesa entende que é mais um equívoco do Ministério Público incluí-la; inclusive acredita que contra ela nem denúncia será oferecida. E ela está tranquila e ciente da sua inocência e aguarda sair a qualquer momento.”

O advogado insistiu ainda que, durante o trabalho na Santa Casa, Monique reportou as irregularidades. Segundo ele, os documentos utilizados pelo Gaeco contêm os apontamentos feitos por ela.

“Ela sempre apontou as irregularidades do contrato né que não atendia legislação que faltava página... ela registrava tudo entendeu então assim na verdade ela exerceu toda a fiscalização que era necessária”.

Investigados que não tiveram prisão decretada

Paulo da Cruz Duarte, advogado e empresário, e Beatriz Lemes da Silva, administradora da Operadora Santa Casa Saúde, não tiveram prisão preventiva requerida. Para os dois, foram determinadas medidas cautelares alternativas, incluindo o afastamento cautelar das funções e a proibição de acesso às dependências do hospital e da Operadora Santa Casa Saúde.

O que aponta o Gaeco

As investigações apontam, segundo o Gaeco, a existência de uma organização criminosa estruturada, sob o comando de Alir Terra Lima, diretora-presidente da Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande.

Conforme o órgão, o grupo atuava no direcionamento de contratações, simulação de concorrência, atesto falso de serviços não prestados, ocultação de documentos e desvio de recursos públicos.

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