Opinião
Voltar a ser feliz
Nós que vivemos aqui na Capital, infelizmente passamos por dois desastres político-administrativos sem precedentes. O primeiro criado pelos caciques do Partido dos Trabalhadores que tomaram o País de assalto, transformando Brasília num formidável canteiro de obras, voltado para a prática do roubo e da indecência. São pessoas desqualificadas que saíram da classe operária, de início ganharam a confiança do povo brasileiro, para em seguida irem ao pote e se transformarem em paladinos da corrupção e da pouca vergonha. Mas, como é próprio nos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, essas pessoas que passaram por grandes períodos de treinamento e capacitação em nações suas amigas, para chegarem ao poder, adquirem um extraordinário poder de convencimento, e mesmo depois de levar o País às raias da imoralidade e pagarem regiamente seus mestres estrangeiros, como foi o caso de Cuba, Venezuela e outras escolas, hoje se julgam com o direito de voltarem a desfrutar do pote de melado, muito embora já tenham se lambuzado bastante. E, infelizmente, as pesquisas dão conta que cerca de 30% de eleitores parceiros e outros adeptos, torcem para eles chegarem ao intento.
Dia desses, ouvi em uma de nossas emissoras de rádio, um simpático Deputado da nossa Assembleia, justificando que seu partido, o PT não foi o único partido que roubou. E ele na ocasião também se vangloriou que pautava por desenvolver um mandato decente, com trabalho e sem mentiras. Realmente ele não mentiu. O PT não foi egoísta. Ele roubou, deixou e ensinou como roubar. Deu aulas, não apenas à classe política, mas envolveu o empresariado e até mesmo funcionários públicos. O presidente metalúrgico que de operário não tinha nada, mas mestre em sagacidade, que logo cedo tratou de cortar um dedinho que não iria fazer falta e poder se aposentar para viver da política, enganou o mundo, chegou ao poder e criou uma verdadeira doutrina para o enriquecimento ilícito e a pouca vergonha.
De forma quase que idêntica, nossa Capital que vinha de quatro mandatos regulares e de destacado progresso, passou os últimos quatro anos mergulhada num verdadeiro caos onde até mesmo os Poderes não se entendiam, e sequer a coleta de lixo era feita com regularidade. Chegamos a isso quando há quatro anos, uma esperança jovem assumia a administração de Campo Grande, com a população na certeza de que não se trazia vícios para dentro da Prefeitura. Mas infelizmente tratou-se de uma experiência aventureira que jogou a cidade morena para um abismo inimaginável. E, igualmente, aqueles nossos novos “administradores”, também contam com os mesmos incautos 30% que defendem a sua volta.
Mas, essa gente deve estar amargando um profundo constrangimento ao perceber que suas incapacidades se tornam patente, diante do que em tão pouco tempo de governo, a atual administração já fez em nossa capital. É o tal negócio de que o exemplo vem de casa e a herança é uma consequência irrefutável. Mesmo com todos os problemas herdados, sem chorumelas, as mangas são arregaçadas para fazer acontecer. Medidas, sobretudo simpáticas e inteligentes são tomadas para devolver ao cidadão, um mínimo de dignidade. Um governo que não usa um pires mas que se apresenta como parceiro em busca de parcerias, integrando o empresariado para tomar parte na solução de problemas que dizem respeito a todos. A própria população é chamada para buscar soluções para suas próprias pendências que estão a afetar ambas as partes. Sentimos que hoje Campo Grande caminha para voltar a dar ao munícipe o direito à cidadania, a voltar a respirar os ares da felicidade. O campo-grandense aos pouco volta a contar com alguns direitos que por inépcia lhes foram retirados.
Dezembro é um dos meses mais esperados do ano. Muita coisa de bom acontece durante esse mês abençoado. E até mesmo a alegria no Natal havia sido tirada do calendário de Campo Grande. Não se pose imaginar porque aquela gente fez isso! Entretanto, o entusiasmo e a euforia demonstrados por aquela multidão que compareceu para a reinauguração da Cidade do Natal ressalta de forma eloquente a certeza que nosso povo está voltando a ser feliz. Coincidência ou não, o convite que o Prefeito faz nesse sentido, parece ser o passaporte para a prosperidade, a harmonia e a felicidade. É o esforço conjunto que dirigentes e dirigidos estão a fazer para que os diversos setores da vida pública retornem à normalidade, na esperança de se recolocar nos trilhos, um trem que desgovernado, descarrilou e passou quatro anos tombado no fundo de um vale perdido, mas que continuou consumindo os recursos, a tolerância e a paciência de seus cidadãos. O trem está voltando para a estação e Papai Noel também está de volta, trazendo presentes para a felicidade morena. Amem...
Mas o fato é que os ventos favoráves estão soprando a nosso favor, e há quem goste e quem não goste dele, mas o fato é que o Deputado Marun é um gaucho-sul-matogrossense, daqueles que honram a bombacha e a calça que veste. Polêmico, mas ninguém em sã consciência poderá criticar o seu comportamento, especialmente em se tratando de companheirismo, de ética partidária, de disposição para enfrentar batalhas políticas as mais adversas. Quando todos ficam encolhidos, lá esta o Marun, para defender aquilo que para a maioria poderia ser indefensável, mas que para ele não é. O Deputado Marun, a meu ver, é um político completamente diferente da grande maioria dos representantes da sua classe. Procura ser simpático, mas não joga para a galera. Não tem a menor preocupação em se expor, seja lá qual for a situação, e essa maneira de ser, essa sua coragem, rara ou incomum, no meio em que ele vive lá no Planalto, é um diferencial que o distingue de seus pares. É uma marca registrada que o torna admirado por uns e odiado por outros. Mas acima de tudo, é a marca de um guapo que veio dos pampas e que hoje nos representa no Congresso Nacional.
Ouviu-se muitas críticas, quando semanas atrás surgiu a notícia de que ele seria ministro. Não sei quais seriam os fundamentos para essas críticas, pois que eles não foram apresentados por ninguém. Em seguida acontece, para alegria dos críticos, o fato de que o Presidente iria esperar um tempo para sua nomeação, e mais uma vez entra em pauta, o ético comportamento do nosso Deputado, que se pronunciou para a imprensa, dizendo que continuava à disposição do Presidente. Qualquer outro político ao ser preterido poderia ter arredondado os cascos e brigado com o Presidente. O Marun não! E agora está de volta aos noticiários e para o desespero de seus adversários, e o bem de Mato grosso do Sul ele novamente está cotado para um dos mais importantes cargos da nossa República. E isso, pelo menos para mim, que amo este Estado e quero tê-lo bom para mim, e para quem gosto ter o orgulho de no mínimo nos ver tão bem representados no cenário nacional. Que venha o nosso Ministro. Que o Deputado que elegemos olhe para nossos municípios, para nosso Estado. Não importa o seu partido. Importa sim, é que ele nasceu no Rio Grande e escolheu Mato Grosso do Sul. O que importa é a nossa Gente. O que importa é Mato Grosso do Sul. O que importa é Marun ser Ministro. O que importa é voltar a ser feliz.