Polícia
Em audiência, "Bumbum" foi apertado por testemunhas
Testemunhas de acusação depuseram no caso da morte da bancária Lilian Calixto
No 1º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro três testemunhas da cusação foram ouvidas pela juíza Viviane Ramos de Faria sobre o caso da morte da bancária Lilian Calixto, atendida por Denis Furtado, conhecido como "Doutor Bumbum". A audiência aconteceu na última terça-feira (16).
A mãe do "Dr. Bumbum", Maria de Fátima Furtado, além de sua namorada Renata Cirne que também é ré no caso estavam presentes na audiência. Lilian morreu em julho do ano passado devido a uma embolia pulmonar. A morte ocorreu um dia depois que Denis injetou nos glúteos da vítima a substância PMMA, derivada do acrílico.
Outra audiência será marcada para que sejam ouvidas as testemunhas de defesa e os réus serão investigados. De acordo com o jornal Meia Hora, um dos policiais civis que esteve no Shopping Downtown, na Barra da Tijuca, onde Denis tinha consultório, no dia em que a bancária morreu, revelou o motivo da fuga do acusado. Segundo o policial, assim que avistou o Bumbum em um carro, disse que era da polícia. Assim o Denis fugiu e só foi preso com a mãe quatro dias depois.
No depoimento de um enfermeiro do hospital Copa D’Or, que prestou os primeiros socorros a Lilian, falou que a vítima já chegou na unidade de saúde passando mal com dificuldades de respirar. Mas chegou a contar que tinha acabado de realizar uma bioplastia dos glúteos.
O enfermeiro disse também que Denis chegou no hospital logo em seguida da entrada da vítima da emergência. Ainda consciente a paciente pediu que seus documentos fossem entregues ao "Dr. Bumbum", mas ele ficou apenas alguns minutos e foi embora.
O advogado do acusado foi procurado para esclarecer os depoimentos das testemunhas, mas não foi encontrado.