Por conta da greve dos professores da Rede Municipal de Ensino (Reme), iniciada na segunda-feira (2), 56 escolas estão parcialmente paradas  na capital. Além delas, seis Centros de Educação Infantil  (Ceinf) aderiram à paralisação.

Apesar da baixa adesão de professores, o presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Lucílio Nobre, está confiante. "Greve nós sempre sabemos como começa, mas não sabemos como termina. Aos poucos mais profissionais vão aderindo. Na sexta-feira (6) faremos uma assembleia geral para um balanço dessa semana e discutiremos as ações da próxima semana. A ideia é descentralizar o movimento e chegar aos bairros", explicou.

Na segunda-feira (2), uma comissão que representa o movimento de greve esteve em reunião com os secretário de Receita, Disney de Souza Fernandes, de Administração, Ricardo Ballock, o ex-vereador Paulo Pedra, e o procurador geral do Município, Denir de Souza Nantes, mas segundo Lucilio, nada foi acertado.

"Ontem (3) estivemos na Câmara, onde fomos ouvidos pelos vereadores. Eles nos garantiram que enquanto não houver negociação, não aprovarão nenhuma proposta do prefeito Alcides Bernal. Na verdade, a Câmara está fazendo um papel que deveria ser do Executivo, de nos ouvir e tentar negociar. Hoje, não sei se é falta de habilidade política do Bernal ou se ele está mal intencionado", afirmou Lucilio, acresentando que a categoria não quer reajuste, mas a correção do piso nacional. "Hoje recebemos R$ 1.697, enquanto o piso nacional é de R$ 2.135. Temos uma perda de mais de 25% no acumulado, que são os 11,36% deste ano e os 13,01% referentes ao ano passado", concluiu.