A Força Nacional chegou a Caarapó, MS, para auxiliar no conflito entre fazendeiros e indígenas que gerou repercussão nacional. Por enquanto, são 20 agentes, mas a previsão é que mais 30 cheguem. A batalha por terra na região gerou cinco indígenas internados e um morto. Eles teriam ateado fogo em uma viatura, segundo relatos policiais, e renderam um policial para tomar posse de armamento. O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, quer resolver esta situação o mais pacificamente possível.

“Estamos alertas e fomos conversar com o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, porque sou adepto a adquirir as terras para resolver a situação. Da forma que está vai perdurar este conflito e perde todo mundo. (É possível comprar as terras pelo) Fundo de Aquisição de Terras Indígenas, só depende da boa vontade do governo federal”, garantiu Reinaldo.

O governador defende o recolhimento dos R$ 108 milhões que todo mês vão para os cofres federais direto para o Fundo Estadual para Aquisição de Terras Indígenas (Fepati), instituído na Lei Estadual 4.164/2012. A proposta já havia sido apresentada para a presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e está parada da mesma maneira até hoje.

Nesta quarta (15), O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, autorizou o envio da tropa da Força Nacional para reforçar a segurança pública no município de Caarapó, no Sudoeste do Mato Grosso do Sul, local em que ocorreu o conflito entre indígenas e fazendeiros na última terça (14).

A decisão foi tomada após o ministro entrar em contato com o governador de MS, Reinaldo Azambuja, que solicitou o apoio da Força Nacional na região. Portaria definindo a atuação da Força deveria ser publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (16).

Moraes acompanhou com atenção o problema desde ontem, quando determinou rigorosa apuração dos fatos. A Força Nacional irá auxiliar as Polícias Militar, Federal e Rodoviária Federal, a fim de restabelecer a ordem pública e preservar a incolumidade das pessoas e do patrimônio. Atualmente, a Força já atua no Mato Grosso do Sul, na cidade de Ponta Porã, em apoio às ações de combate aos crimes fronteiriços.