Política
O novo que não veio
A combinação de clamor popular por transparência e ética, com o fracasso administrativo de Alcides Bernal, cuja eleição foi o primeiro sinal de mudança na política local, criou um sentimento em Campo Grande, facilmente captável em qualquer pesquisa qualitativa, o de querer um nome novo, descompromissado, com velhos grupos e posturas, e que transmitisse capacidade para reconstruir a cidade.
Apesar de tudo isso, no entanto, nenhum dos nomes que estarão disputando a próxima eleição encampou totalmente o novo, e esse espaço, pode acabar se dividindo entre os pretendentes ao paço municipal.
Com isso, os anseios deste vasto campo do eleitorado, terá que ser disputado, por todos.
Alcides Bernal, não ocupa esse espaço, pelo contrário, ele o amplia em direção a seus adversários. Rose Modesto e Marquinhos Trad, têm características pessoais e políticas, que os aproximam da renovação, mas nenhum deles é a tradução exata da renovação. Coronel David, também lutara por isso, junto a uma faixa do eleitorado, mas tem limitações.
Um nome dos pequenos partidos, até poderia catalisar o novo, mas uma campanha curta, com apenas 35 dias de televisão, limitará muito as possibilidades de quem não for conhecido.
Ou seja, houvesse acontecido numa legenda mais estruturada, haveriam condições melhores para que uma troca mais radical acontecesse.
Nunca um sentimento tão latente, foi tão mal aproveitado pelos partidos políticos .