Política
Coffee break: Defesa de Amorim diz que MPE deixou provas fora do processo
Após pedir mais prazo para apresentar a defesa do empresário João Amorim, denunciado por corrupção ativa na Coffee Break, agora o advogado dele Benedicto de Figueiredo entrou com novo pedido no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, dessa vez reclamando da falta de elementos que seriam provas contra os denunciados, e que não estariam no processo, e pede que seja determinado ao MPE que essas provas sejam juntadas aos autos.
As provas seriam mídias digitais tipo CDs, DVDs e pendrives, além de eventuais mídias não listas, pois, segundo a reclamação da defesa, muitas das mídias digitas utilizadas para embasar a denúncia, não foram juntadas aos autos pelo Ministério Público Estadual, atrapalhando assim a defesa. Os advogados responsáveis pela defesa do empresário alertam que o procedimento de investigação criminal (PIC 02/2014) do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) durante a operação ADNA, atualmente em fase de ação penal onde o prefeito afastado Gilmar Olarte é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.
Os advogados também apontaram que na denúncia entregue ao desembargador Luiz Claudio Bonassini, foi anexada ídia contendo “áudios, extratos telefônicos, arquivos de áudio/vídeo e cópia de laudo pericial”, ao que tudo indica referente a operação ADNA, no entanto, a tal prova não está em “lugar algum, entre as mais de 10.000 (dez mil!) folha que integram a presente ação pena, a cópia do PIC 02/14 e, menos ainda, a cópia da referida mídia”, exclamou.
A fundamentação da defesa vai além, pois segundo os advogados sem estas provas, não é possível a defesa “analisar a íntegra do volumoso conteúdo” da ação penal proposta pelo MPE.