Política
Amoêdo quer defender o empreendedor
Em entrevista, candidato fala sobre desarmamento, agronegócio e planos para desenvolver o Brasil
O candidato à presidência da República, João Amoêdo (Novo), concedeu entrevista à rádio CBN de Campo Grande nesta sexta-feira (7), onde falou sobre seus planos de governo. O presidenciável comentou sobre economia, estatuto do desarmamento, agronegócio e lamentou o atentando contra o também candidato, Jair Bolsonaro (PSL).
Amoêdo começou a entrevista falando sobre a situação de Bolsonaro. “Primeiro, inaceitável. Lamentável a gente no meio do processo político, uma violência contra o candidato, especialmente nesse processo que temos hoje de estar próximo da população, discutindo ideias e princípios”, disse.
“A mensagem que fica é, que é razoável que a gente tenha divergências no campo das ideias, dos conceitos, mas, não pode partir para violência”, destacou o candidato.
Na sequência, Amoêdo falou sobre o setor rural que para ele, é fundamental. “O agronegócio tem papel importante para o Brasil, e nos últimos anos tem tido um pequeno crescimento. É uma área que se desenvolveu muito, e uma das únicas que teve um aumento forte de produtividade”, declarou.
Ainda sobre o agronegócio, o candidato ponderou que, o que não vai tão bem é quando entra a atuação do governo. “Onde não está bom é quando entra a atuação do governo. O setor vai bem da porteira para dentro, contudo, quando vai para fora está muito mal em relação à segurança jurídica e isso precisamos combater”, afirmou.
Em relação ao transporte rodoviário, Amoêdo destaca que se deve investir em outros meios. “O Brasil se tornou dependente do transporte rodoviário, que pela nossa extensão territorial não faz sentido. Precisamos investir em ferrovias e hidrovias. Temos capacidade para isso. Nessa linha, o Estado se mostra ineficaz, inclusive com poucos recursos para investir. Somos favoráveis a segurança jurídica para isso, para investir. Para que a gente possa atrair investimentos”, disse.
Questionado sobre o frete, ele diz. “Somos contra porque o tabelamento nunca funcionou, em nenhum lugar do mundo. No Brasil tivemos no passado, inclusive a época do Plano Cruzado e o resultado disso acaba sendo a escassez dos produtos”.
“Entendo que para o Brasil melhorar, teremos que ter um equilíbrio das contas públicas, com maior competição do mercado financeiro, investimento em infraestrutura, segurança jurídica e liberdade econômica”, frisou.
Conforme ele, um dos aspectos fundamentais onde gostaria de investir é na abertura da economia brasileira. “A nossa economia é muito fechada e como nós somos competitivos no agronegócio, certamente teremos muito a ganhar com uma economia mais aberta, com acordos comerciais, parceiros estrangeiros para fomentar mais a exportação brasileira”, declarou.
Outra proposta do candidato é regularizar as leis aprovadas. “Temos que regularizar o que já foi aprovado, como Código Florestal. Além disso, precisamos dar ao agricultor segurança jurídica do seu patrimônio porque isso traz estabilidade, o Novo é muito firme nessa ideia de proteção ao patrimônio do cidadão. A nossa ideia é privilegiar o empreendedor, acho que é isso que o Brasil precisa para combater o desemprego”, afirmou.
João Amoêdo ainda falou sobre o estatuto do desarmamento. “O partido se definiu contra o estatuto do desarmamento, digamos que dentro do critério da responsabilidade, dentro do direito da legitima defesa, entendemos que o cidadão brasileiro deveria, passando por alguns testes básicos, ter direito ao porte de arma”, concluiu.