A última semana de eleição foi decisiva e determinante na vitória de Reinaldo Azambuja (PSDB) que bateu Odilon Oliveira (PDT), na disputa pelo Governo do Estado.

Alguns fatores acabaram por ajudar o eleitor a se definir em favor do tucano. A absolvição de Azambuja pelo STJ, fartamente trabalhada pelo seu marketing, aliviou o peso de denúncias que Odilon trabalhava contra Reinaldo, e que já tinham reflexos nas pesquisas. Mais que isso, Odilon pautava seu programa eleitoral nessa direção.

Na quinta feira, Reinaldo saiu-se melhor no debate da TV Morena e nas redes sociais, era fácil observar em grupos de WhatsApp e Facebook que aos olhos do público, o candidato a reeleição passou uma impressão de mais preparado para os telespectadores.

O peso da última semana pode ser constatado nas duas últimas pesquisas do Instituto Ranking, Reinaldo a uma semana da eleição, segundo o instituto, tinha 53,53%, veio para 51,47% na pesquisa da véspera, e foi eleito com 52.35%.

Os números mostram que o crescimento de Odilon e a diminuição da vantagem, que ocorreram na semana retrasada ao pleito, foi estancado e essa “rearrumação” surgiu na última semana.

Além de ter tido fatores favoráveis a si, Azambuja contou com forte mobilização na capital e no interior. Dourados que chegou a registrar em pesquisas internas no segundo turno, vantagem de quase 20% pró-Odilon, viu a eleição terminar praticamente empatada, pior para o ex-juiz, que contava com esses votos. A vantagem em Campo Grande também não veio e Reinaldo inclusive ganhou a eleição na capital, também com forte mobilização de voluntários e políticos locais, como o prefeito da capital, Marquinhos Trad, e seu irmão, o senador eleito Nelsinho Trad.

Outro dado captado pela redação do portal JD1, no dia da eleição, a pesquisa pelo numero de Reinaldo no Google, superou a busca pelo número de Odilon, revertendo uma tendência que era desfavorável ao tucano.

Os fatos da última semana definiram a reeleição para Azambuja, tanto no desempenho pessoal do candidato em debates e entrevistas, como nas ruas. Na "hora da razão", ele obteve os votos necessários, para ter mais um mandato como governador.